As ações do Magazine Luiza (MGLU3) registraram uma queda expressiva nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os papéis da varejista chegaram a recuar cerca de 60% durante as negociações, em meio à forte turbulência no mercado financeiro brasileiro.
No fechamento do pregão, as ações acumulavam desvalorização de 58,23%, cotadas a R$ 5,30, segundo dados divulgados pelo Money Times. O movimento colocou a empresa entre os destaques negativos da Bolsa de Valores brasileira.
Juros altos pressionam ações do varejo
A queda do Magazine Luiza ocorreu em um dia marcado por fortes perdas no mercado financeiro. Além da varejista, outras empresas ligadas ao consumo interno, como C&A, Assaí e Lojas Renner, também registraram recuos expressivos.
Um dos fatores que pressionaram os papéis foi a disparada dos juros futuros, que elevou as preocupações dos investidores com o custo do crédito e o desempenho da economia brasileira. Empresas do varejo tendem a ser especialmente sensíveis a esse cenário, já que dependem do financiamento das compras dos consumidores e enfrentam custos maiores quando os juros permanecem elevados.
Bolsa registra forte turbulência após eleição
A reação do mercado ocorreu no primeiro dia de negociações após o segundo turno presidencial. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, também sofreu uma queda acentuada, enquanto o dólar avançou diante da reavaliação das expectativas econômicas por parte dos investidores.
Apesar da coincidência temporal com o resultado eleitoral, a desvalorização das ações não significa, isoladamente, que a eleição seja a única causa do movimento. A alta dos juros futuros, as expectativas fiscais e as perspectivas para o consumo e o crédito também influenciam as decisões dos investidores.