A fotógrafa Letícia Reis, de 29 anos, afirmou ter sido impedida de votar no segundo turno das eleições de 2026, neste domingo (25), após descobrir que seu voto já constava como registrado no sistema da Justiça Eleitoral. O caso ocorreu na Creche Municipal Jean Pierre dos Santos Molina, em São Vicente, no litoral de São Paulo.
Em entrevista ao g1, Letícia contou que votou normalmente no primeiro turno e compareceu à seção eleitoral por volta das 12h de domingo. Ao chegar ao local, foi informada de que o voto já havia sido computado. Segundo ela, a biometria também havia sido utilizada e o comprovante de votação já estava destacado, embora afirme não ter votado naquela ocasião.
A eleitora relatou que recebeu ajuda das mesárias e de outros profissionais presentes. Ela também recebeu um documento para encaminhar ao cartório eleitoral e foi orientada a registrar um boletim de ocorrência.
“Vemos essas notícias pela internet e aconteceu comigo […] Choca muito. Fui vítima de fraude e isso é triste. Preciso lutar pelos meus direitos e não deixar passar!”, declarou Letícia ao g1.
TRE-SP apura o caso
Em nota ao g1, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informou que a ocorrência foi registrada em ata e será apurada para a adoção das providências cabíveis.
O órgão explicou que, quando um voto já foi registrado na urna eletrônica, não é possível anulá-lo individualmente ou retirá-lo do equipamento. A medida, segundo o tribunal, está relacionada à garantia do sigilo do voto e aos mecanismos de segurança do sistema eletrônico de votação.
O TRE-SP também informou que intercorrências durante a votação devem ser registradas em ata pelo presidente da mesa receptora.
Após o encerramento do pleito, o documento é encaminhado à Junta Eleitoral, responsável por analisar eventuais incidentes e impugnações. A avaliação considera também o caderno de votação e os relatórios emitidos pela urna, incluindo os documentos referentes a eleitores não reconhecidos biometricamente e à identificação dos mesários.
O caso relatado por Letícia será analisado pela Justiça Eleitoral. Até a conclusão da apuração, não há confirmação oficial sobre como o voto foi registrado nem sobre a eventual ocorrência de fraude.
