Uma investigação publicada pela emissora americana Fox News nesta terça-feira (20) identificou 101 organizações de diferentes países europeus envolvidas, segundo o levantamento, na organização, no apoio ou na divulgação de protestos no continente. A relação inclui grupos comunistas, socialistas, movimentos autodenominados “antifascistas”, sindicatos e organizações pró-Palestina.
Segundo informações divulgadas pela Gazeta do Povo nesta A publicação ocorreu após manifestações na França que, de acordo com o relato apresentado pela emissora, terminaram em saques, incêndios e confrontos com a polícia durante o fim de semana.
Segundo a Fox News, o número de organizações identificadas aumentou em relação a um levantamento anterior, divulgado na segunda-feira (19), que apontava 54 grupos relacionados à mobilização francesa. A nova lista chegou a 101 entidades após a inclusão de movimentos internacionais que apoiam ou divulgam os atos. Desse total, 33 seriam lideradas por estudantes ou jovens.
Entre as organizações mencionadas estão o Partido Comunista Francês, o Novo Partido Anticapitalista (NPA), o movimento Révolution Permanente e grupos antifascistas como o Action Antifasciste 16 e o Caen Antifa Squad. A relação também reúne entidades com diferentes pautas políticas e econômicas.
Nova mobilização prevê mais de 200 ações na França
A investigação aponta que organizadores franceses convocaram uma nova rodada de manifestações para sábado (24), denominada “Ato II”. Conforme a Fox News, um mapa divulgado pelos responsáveis pela mobilização já registrava 212 ações planejadas em diferentes regiões do país.
A convocação também pede a saída do presidente francês, Emmanuel Macron, do poder. “Macron deve sair e dar lugar ao povo!”, afirma o material citado pela emissora, que critica a resposta do governo às reivindicações populares e as medidas policiais adotadas após os distúrbios.
Grupos também articulam paralisação estudantil internacional
O levantamento ainda identificou organizações de esquerda envolvidas na preparação de uma paralisação estudantil internacional prevista para 20 de novembro. A mobilização reúne grupos de países como Alemanha, Reino Unido, Itália e Espanha.
Entre as ações defendidas estão greves, manifestações, bloqueios e ocupações. O manifesto do movimento critica o capitalismo, se opõe ao aumento dos gastos militares e defende a dissolução da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
No Reino Unido, o grupo Socialist Students, citado no levantamento, declara publicamente sua orientação marxista. Em uma publicação sobre a preparação da paralisação, a organização afirma: “Nossa luta pelo socialismo é baseada no marxismo”.
A investigação da Fox News reúne organizações com diferentes formas de atuação e objetivos políticos. A inclusão de uma entidade na lista, por si só, não comprova participação em atos violentos ou envolvimento direto em crimes.