O portal g1, do Grupo Globo, corrigiu uma reportagem publicada em 19 de outubro que afirmava que beneficiários do Bolsa Família seriam retirados do programa após 24 meses em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a versão corrigida, a proposta prevê um período de transição de dois anos, durante o qual os beneficiários continuariam recebendo o auxílio, com possibilidade de retorno ao programa caso a tentativa de inserção no mercado de trabalho ou de abertura de um negócio não desse certo.
A notícia original foi publicada às 10h48 e corrigida às 15h23 da mesma segunda-feira. A mudança ocorreu após esclarecimentos sobre as declarações de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e integrante da equipe econômica da campanha de Flávio.
Em entrevista à CBN Bahia, Daniella explicou que a proposta busca incentivar os beneficiários a conseguir emprego formal ou empreender sem perder imediatamente a proteção social. Ela também afirmou que o plano prevê crédito, capacitação profissional e parcerias com empresas privadas.
“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada e todo mundo merece sonhar com mais oportunidade, mais dignidade”, declarou Daniella. Segundo ela, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste poderiam atuar no apoio aos pequenos empreendedores.
A proposta também prevê a criação de um Ministério da Prosperidade, que teria como objetivo apoiar a transição dos beneficiários para atividades capazes de ampliar sua renda. Daniella afirmou que as proteções sociais seriam mantidas, enquanto o governo buscaria ampliar o acesso a crédito e à qualificação profissional.
Como funciona a regra atual do Bolsa Família
Atualmente, famílias que têm aumento de renda podem permanecer temporariamente no Bolsa Família por meio da chamada Regra de Proteção. Pelas regras descritas no texto original, os beneficiários nessa condição podem continuar recebendo 50% do valor do benefício por até 18 meses, desde que atendam aos critérios de renda estabelecidos pelo programa.
A proposta apresentada pela equipe de Flávio prevê uma transição de dois anos, com o objetivo de estimular o ingresso no mercado de trabalho ou a abertura de negócios sem eliminar de imediato a assistência financeira.
Reajuste e calendário de pagamentos
O texto também aborda mudanças no Bolsa Família durante o governo Lula. O programa atende famílias de baixa renda e prevê um benefício mínimo de R$ 600, além de adicionais para crianças pequenas, gestantes e jovens, conforme os critérios vigentes.
Segundo as informações apresentadas na reportagem original, o governo federal anunciou um reajuste de 15% no benefício. O texto atribui ao Ministério do Planejamento estimativas de impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027, além de mencionar que a proposta orçamentária para 2027 não previa reajuste nos valores do programa.
Em 19 de outubro, o governo também informou que os pagamentos daquele mês teriam o calendário unificado a partir de quarta-feira, dia 21. A medida anteciparia os repasses, originalmente previstos para ocorrer até 30 de outubro, antes do segundo turno presidencial, marcado para domingo, dia 25.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%, segundo os números citados no texto original.
Fonte Revista Oeste
