Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, é alvo de três inquéritos da Polícia Federal abertos a partir de 30 de julho, mas ainda não prestou depoimento aos investigadores. Roberta Luchsinger, lobista investigada nas mesmas apurações, já foi ouvida pela PF e, segundo as informações divulgadas, foi alvo de busca e apreensão, teve bens bloqueados e passou a usar tornozeleira eletrônica.
O primeiro inquérito investiga suspeitas de corrupção e tráfico de influência em negócios relacionados à comercialização de medicamentos à base de canabidiol. Lulinha teria uma sociedade nesse empreendimento com um empresário conhecido como Careca do INSS. As outras duas investigações, abertas em 31 de julho e 4 de agosto, apuram suspeitas de favorecimento de empresas em órgãos do governo federal.
Segundo a reportagem, Lulinha se mudou para Madri, na Espanha, após o início das investigações sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. A mudança de país, por si só, não comprova envolvimento em irregularidades.
Em entrevista à CNN Brasil no sábado (17), Roberta Luchsinger acusou Lula de proteger o filho e contestou a declaração do presidente de que desconhece as atividades mencionadas nas investigações. Ela afirmou que pretende buscar um acordo de delação premiada e colaborar com as autoridades.
A lobista também cobrou que Lulinha preste esclarecimentos à Polícia Federal sobre suas atividades profissionais e possíveis relações com integrantes do governo. Em suas declarações, questionou a falta de um depoimento do empresário e acusou o presidente de tentar prejudicar sua reputação. Essas afirmações são alegações da investigada e não representam, por si só, fatos comprovados.
A defesa de Lulinha nega irregularidades. Lula, por sua vez, já declarou publicamente que o filho deve ser investigado caso existam suspeitas de participação em crimes.
No Congresso, parlamentares da base governista impediram o avanço de requerimentos para convocar Lulinha à CPI do INSS. O PT se posicionou contra os pedidos que buscavam ouvi-lo sobre possíveis relações com pessoas investigadas no esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
