O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (16) que obras e investimentos federais em Minas Gerais poderão ser paralisados caso ele não vença o segundo turno da eleição presidencial. A declaração foi feita durante um ato de campanha em Juiz de Fora, onde o petista também comentou o posicionamento político do governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), que declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Se a gente não ganha, tudo o que está investido em Minas Gerais vai ser paralisado. E daqui vai ficar um cemitério de obras paralisadas”, afirmou Lula durante o discurso.
Na sequência, o presidente disse que Cleitinho não precisaria apoiá-lo na disputa presidencial, mas sugeriu que o governador eleito evitasse se posicionar contra sua candidatura. “Ele não precisa me apoiar. Ele só tem que ficar quietinho porque ele só tem a ganhar no final das eleições”, declarou.
Lula diz que resultado estadual deve ser respeitado
Apesar das críticas, Lula reconheceu o resultado da eleição estadual e afirmou que a escolha dos mineiros precisa ser respeitada, embora Cleitinho não tenha sido o candidato apoiado pelo PT.
“Minas Gerais elegeu um governador. Elegeu, não foi o nosso, mas elegeu um governador. E a vontade do povo tem que ser respeitada”, disse o presidente.
Em outro momento, Lula afirmou que uma eventual vitória sua na eleição presidencial seria importante para viabilizar avanços no estado. Também criticou o ex-governador Romeu Zema (Novo), atribuindo à gestão anterior parte dos problemas que pretende enfrentar em Minas Gerais.
Cleitinho declarou apoio a Flávio Bolsonaro
Cleitinho anunciou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, previsto para 25 de outubro. O Republicanos também oficializou apoio à candidatura do senador do PL contra Lula.
O governador eleito, por sua vez, afirmou que pretende manter diálogo com quem vencer a eleição presidencial para apresentar as demandas de Minas Gerais.
A declaração de Lula sobre a possível paralisação de investimentos ocorre em meio à disputa pelo apoio político nos estados e pode ampliar o debate sobre a relação entre o governo federal e administrações estaduais de diferentes orientações partidárias.