Diálogos atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, indicam que ele e integrantes de sua equipe davam orientações sobre textos de vídeos da influenciadora e comentarista Gabriela Prioli. Segundo a reportagem que revelou as conversas, os conteúdos eram apresentados como opiniões espontâneas, embora houvesse um acordo comercial com duração de 12 meses.
As mensagens apontariam que Prioli recebia sugestões e orientações relacionadas aos conteúdos, incluindo alterações em textos. O material também menciona um contrato de um ano associado à produção dos vídeos, levantando questionamentos sobre a transparência da relação comercial e a forma como as publicações eram apresentadas ao público.
MENSAGENS INDICAM QUE VORCARO ORIENTAVA VÍDEOS DE GABRIELA PRIOLI SOBRE O BANCO MASTER
Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, indicam que o banqueiro e integrantes de sua equipe orientavam e sugeriam alterações em vídeos produzidos pela advogada e influenciadora Gabriela Prioli. Segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (16), pelo Estadão, os conteúdos eram apresentados como opiniões espontâneas, mas estariam vinculados a um acordo de 12 meses com o banco.
De acordo com os diálogos divulgados, Prioli enviava vídeos para avaliação antes das publicações, e Vorcaro chegou a solicitar mudanças em roteiros. As conversas também envolvem Ana Matos, que atuou como superintendente de Comunicação e Marketing do Banco Master até o fim de 2025, e indicam que ela participava da elaboração e revisão dos conteúdos.
A reportagem aponta que os vídeos faziam parte de uma estratégia de comunicação voltada à defesa do banco e à contestação de críticas e notícias sobre a instituição. As mensagens mencionam ainda outros influenciadores que integrariam uma rede de comunicação financiada pelo Master. O valor eventualmente pago a Prioli, porém, não foi identificado nos diálogos divulgados.
Gabriela Prioli contesta informações
Procurada, Gabriela Prioli negou ter sido contratada pelo Banco Master e afirmou que Daniel Vorcaro “jamais editou” seu conteúdo. A declaração contrasta com as mensagens apresentadas na reportagem, que, segundo o veículo, indicam sugestões e pedidos de alteração feitos pelo banqueiro e por integrantes de sua equipe.
O caso levanta questionamentos sobre a transparência de conteúdos publicados por influenciadores quando existe uma possível relação comercial com empresas ou instituições citadas. A existência de mensagens e de um acordo mencionado na reportagem, contudo, deve ser analisada à luz dos documentos disponíveis e das manifestações dos envolvidos.
