Astrônomos identificaram sinais incomuns em um objeto observado em uma pequena região do céu na constelação de Fornax. Apesar de duas observações confirmarem a presença da emissão, os pesquisadores ainda não conseguiram determinar com precisão sua origem.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles nesta quinta-feira (15), a descoberta ocorreu durante uma análise do Campo Ultraprofundo do Hubble (HUDF), uma das imagens mais detalhadas já obtidas do Universo em luz visível. O estudo foi liderado por Mason Huberty, da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, e publicado em setembro no periódico The Astrophysical Journal.
Os cientistas buscavam objetos distantes e pouco luminosos que poderiam ter passado despercebidos em pesquisas anteriores. Durante a investigação, identificaram seis sinais associados a possíveis galáxias distantes. Um sétimo objeto, porém, chamou a atenção por apresentar uma emissão brilhante no infravermelho próximo, sem outras linhas espectrais que permitissem identificar sua natureza.
Para verificar se o fenômeno era real, os pesquisadores realizaram duas observações com intervalo de 88 dias. O sinal apareceu nas duas ocasiões, indicando que não se tratava de uma ocorrência isolada causada por uma falha técnica.
Entre as hipóteses consideradas estão uma supernova, explosão associada à morte de uma estrela, e um buraco negro destruindo uma estrela por meio de sua intensa força gravitacional. Até o momento, entretanto, nenhuma dessas possibilidades explica completamente as características observadas.
No artigo, os pesquisadores destacam que novas observações serão necessárias para esclarecer o fenômeno. A realização de análises espectroscópicas mais sensíveis poderá revelar informações adicionais sobre a emissão e ajudar a determinar a natureza do objeto.
