O Ministério da Defesa poderá ser comandado pela primeira vez por uma mulher caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito. Segundo informações da CNN Brasil, a atual secretária-geral da pasta, Cinara Wagner Fredo, está entre os nomes cotados para assumir o ministério em um eventual novo mandato.
De acordo com a publicação, o nome de Cinara foi apresentado a Lula pelo atual ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que sinalizou não ter interesse em permanecer no cargo. A secretária-geral também participou de uma reunião com ministros, em um movimento para aproximá-la do Palácio do Planalto.
Entre os fatores considerados favoráveis a Cinara estão o conhecimento da estrutura do ministério e o relacionamento com integrantes das Forças Armadas. Segundo a CNN, Lula pretende manter a pasta sob o comando de um civil.
Outro nome mencionado nas articulações é o de Márcio Elias Rosa, atual ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Ele é considerado próximo do vice-presidente Geraldo Alckmin e também conta com o aval de José Múcio para uma possível sucessão.
LULA PRETENDE TROCAR COMANDOS DAS FORÇAS ARMADAS
Além da possível mudança no Ministério da Defesa, Lula já teria decidido substituir os atuais comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica caso conquiste um novo mandato.
Atualmente, as Forças Armadas são comandadas pelo general Tomás Paiva, pelo almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen e pelo tenente-brigadeiro do ar Marcelo Damasceno, respectivamente.
Segundo a CNN Brasil, os três já teriam sido informados de que deverão deixar os cargos, independentemente de quem assumir o Ministério da Defesa. A avaliação atribuída a integrantes do governo é de que a renovação dos comandos permitiria a abertura de novas vagas no Alto Comando das três Forças e evitaria possíveis insatisfações internas.
Tomás Paiva assumiu o comando do Exército após a saída do general Júlio César de Arruda, em fevereiro de 2023. Ele teve atuação durante a reorganização da Força após os ataques de 8 de janeiro daquele ano e no período de investigação e julgamento dos envolvidos na trama golpista.
Ainda conforme a reportagem, existe a possibilidade de Paiva ser indicado para outra função na estrutura federal em um eventual segundo mandato de Lula.
A eventual nomeação de Cinara Wagner Fredo, assim como as mudanças nos comandos militares, depende do cenário político após a eleição e das decisões que venham a ser formalizadas pelo presidente.
