A reunião entre a Polícia Federal (PF) e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, marcada para esta terça-feira (13), tem como objetivo definir como os investigadores devem proceder diante de citações a integrantes da Corte nas apurações relacionadas ao Banco Master. Segundo interlocutores da PF, não há relatórios finalizados para serem apresentados ou entregues ao Supremo neste momento.
De acordo com informações divulgadas pelo SBT News, a Polícia Federal quer esclarecer qual orientação deve seguir quando o nome de um ministro aparece nos materiais analisados. Entre as dúvidas está se todas as referências devem constar nos documentos oficiais ou se a corporação deve selecionar apenas aquelas que considerar relevantes para a investigação.
A questão surgiu após um ofício encaminhado por Fachin à PF. No documento, o presidente do STF afirmou que as informações relacionadas ao caso devem ser apresentadas integralmente, sem exclusão de pessoas ou fatos, para que sejam avaliadas as providências cabíveis.
A reunião foi solicitada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que pretende alinhar o procedimento antes da elaboração e do eventual encaminhamento de novos documentos. A preocupação, segundo fontes da corporação, é evitar tanto a omissão de informações relevantes quanto a produção de relatórios sobre ministros sem uma orientação institucional clara.
O episódio ocorre após a PF ter encaminhado informações ao ministro Dias Toffoli, que anteriormente era o relator da investigação. Diante dos desdobramentos envolvendo o caso, a corporação busca agora definir com a Presidência do Supremo como deverá tratar novas referências a integrantes da Corte.
CASO MASTER ENVOLVE CITAÇÕES A MINISTROS
As menções a ministros do STF apareceram em materiais extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos durante as investigações envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e pessoas ligadas a ele.
Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, nomes de integrantes do Supremo, entre eles Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça, foram citados em diferentes contextos relacionados ao caso. A presença de um nome nos documentos, por si só, não significa que o ministro seja suspeito de cometer irregularidades.
A expectativa da Polícia Federal é que a conversa com Fachin estabeleça critérios para o encaminhamento das informações e permita dar continuidade aos procedimentos relacionados ao caso, respeitando as atribuições das instituições envolvidas.
