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Início Brasil

Pesquisa Ipespe: Flávio Bolsonaro abre vantagem sobre Lula no 2º turno, VEJA NÚMEROS

Por Junior Melo
13/out/2026
Em Brasil, Eleições, Política
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à presidência da República (Foto 1: Ricardo Stuckert/Campanha | Foto 2: Charles Vieira/Campanha)

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à presidência da República (Foto 1: Ricardo Stuckert/Campanha | Foto 2: Charles Vieira/Campanha)

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Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na primeira rodada do Tracking da Campanha do Ipespe/Abrapel para o segundo turno da eleição presidencial. O senador registra 49% das intenções de voto, contra 44% do atual presidente. Outros 5% afirmam que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% não sabem ou não responderam.

Segundo informações divulgadas pelo Exame neste sábado (10), no cálculo de votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, Flávio alcança 52,7%, ante 47,3% de Lula, uma diferença de 5,4 pontos percentuais. O instituto ressalta, porém, que essa conversão é apenas um exercício estatístico, já que eleitores indecisos ou que declaram voto branco ou nulo podem mudar de posição.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio aparece com 48%, enquanto Lula tem 43%. Entre os entrevistados que declaram a máxima disposição para comparecer às urnas, os percentuais são de 50% para o senador e 45% para o presidente.

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Flávio lidera entre homens e evangélicos

Os resultados mostram diferenças importantes entre os segmentos do eleitorado. Entre os homens, Flávio Bolsonaro registra 53% das intenções de voto, contra 38% de Lula. Entre as mulheres, o cenário é favorável ao presidente, que aparece com 49%, ante 44% do adversário.

O senador também lidera entre os entrevistados com ensino médio, com 53% contra 39%, e entre aqueles com renda familiar de dois a cinco salários mínimos, por 55% a 37%.

Entre os evangélicos, a vantagem de Flávio é ainda maior: 61% a 30%.

Lula, por sua vez, aparece à frente entre pessoas com ensino fundamental, com 51% contra 41%, e entre famílias com renda de até dois salários mínimos, por 51% a 40%.

Eleitores independentes estão divididos

O levantamento indica que 37% dos entrevistados se identificam como independentes. Nesse grupo, há empate: Flávio e Lula registram 44% cada.

Entre os participantes que se identificam com a direita, 33% do total da amostra, 23% se definem como direita não bolsonarista e 10% como bolsonaristas. Já 25% se identificam com a esquerda, divididos entre 12% de lulistas e 13% de pessoas de esquerda que não se consideram lulistas.

Os dois candidatos também mantêm elevados índices de fidelidade entre os eleitores do primeiro turno. Entre os que afirmam ter votado em Flávio, 97% pretendem repetir a escolha. O mesmo percentual é registrado entre os eleitores de Lula.

Entre aqueles que dizem ter votado em Augusto Cury, 50% declaram intenção de votar em Flávio e 29% em Lula. Já entre os eleitores de Ronaldo Caiado, 56% apontam o senador e 15% o presidente. O instituto alerta que esses grupos são pequenos e que os resultados precisam ser interpretados com cautela.

Rejeição a Lula chega a 49%

Ao avaliar a possibilidade de votar em cada candidato, 47% dos entrevistados afirmam que certamente votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 5% dizem que poderiam escolhê-lo. Por outro lado, 46% declaram que não votariam nele em nenhuma hipótese.

No caso de Lula, 43% afirmam ter certeza do voto e 5% admitem a possibilidade de escolhê-lo. A rejeição declarada ao presidente chega a 49%.

O levantamento também avaliou a disposição para comparecer às urnas no dia 25 de outubro. Segundo a pesquisa, 88% dos entrevistados indicaram a máxima possibilidade de comparecimento. Nesse grupo, Flávio registra 51% das intenções de voto, contra 45% de Lula.

O Ipespe ressalta que esse recorte não representa uma projeção de comparecimento efetivo, mas mostra as preferências daqueles que dizem estar mais dispostos a votar.

Maioria dos eleitores quer mudança no país

A pesquisa aponta que 79% dos entrevistados desejam mudar total ou parcialmente os rumos do país. Desse total, 37% defendem uma mudança completa na condução do governo, enquanto 42% preferem alterar apenas os aspectos considerados negativos. Outros 18% apoiam a continuidade.

Entre os que desejam uma mudança total, Flávio Bolsonaro registra 81% das intenções de voto, contra 11% de Lula. Já entre os que defendem mudanças parciais, o presidente aparece à frente, com 49%, enquanto o senador tem 42%.

Questionados sobre qual candidato teria melhores condições de promover as mudanças consideradas necessárias, 50% apontaram Flávio, contra 42% que escolheram Lula.

Corrupção e crise no STF lideram preocupações

Ao investigar os temas que mais influenciaram a escolha do voto no primeiro turno, o levantamento identificou corrupção e crise no Supremo Tribunal Federal (STF) como a principal preocupação isolada, citada por 24% dos entrevistados.

Economia, emprego e preços elevados aparecem em seguida, com 17%, enquanto saúde e educação somam 12%.

Quando reúne diferentes assuntos relacionados à economia, o instituto chega a 30%: economia, emprego e preços, com 17%; fim da escala 6×1, com 5%; fim das apostas esportivas, também com 5%; e aumento do Bolsa Família, com 3%.

As prioridades variam conforme a preferência eleitoral. Entre os eleitores de Flávio, corrupção e crise no STF são citadas por 41%, enquanto economia, emprego e preços aparecem com 23%.

Entre os eleitores de Lula, saúde e educação lideram, com 19%. Soberania nacional e atitudes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, são mencionadas por 13%; economia, emprego e preços, por 11%; fim da escala 6×1, também por 11%; e fim das apostas esportivas, por 10%.

Avaliação da economia e dos governos

A situação econômica brasileira é considerada ruim ou péssima por 53% dos entrevistados. Outros 28% a classificam como regular, enquanto 18% avaliam o cenário como ótimo ou bom.

A percepção sobre as finanças pessoais e familiares é menos negativa: 40% fazem uma avaliação positiva, 45% consideram a situação regular e 13% a classificam como negativa.

Apesar da avaliação do cenário atual, 68% esperam que a economia brasileira melhore no próximo ano. Outros 9% acreditam que ela permanecerá igual e 8% esperam uma piora.

Entre os eleitores de Flávio, 79% projetam melhora econômica. Entre os que declaram voto em Lula, o percentual é de 60%.

O levantamento também registra 50% de desaprovação e 43% de aprovação ao governo Lula. Na avaliação retrospectiva do governo Jair Bolsonaro apresentada pela pesquisa, 50% desaprovam e 44% aprovam.

Esperança é o sentimento mais citado

A esperança é o sentimento mais associado à eleição, mencionada por 45% dos entrevistados. O medo aparece em segundo lugar, com 14%.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 61% citam esperança e 6% mencionam medo. No eleitorado de Lula, 33% apontam esperança, enquanto 23% dizem sentir medo.

Desânimo ou cansaço e orgulho aparecem com 7% cada. Raiva ou indignação e alegria registram 6% cada.

Flávio é apontado como favorito na comunicação do primeiro turno

O Ipespe também avaliou qual candidato teve melhor desempenho em diferentes canais de comunicação durante o primeiro turno. Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula nas quatro modalidades pesquisadas.

Nas redes sociais, 47% consideram que o senador apresentou a melhor campanha, contra 32% que apontam o presidente. Nas conversas pelo WhatsApp, a vantagem é de 44% a 30%.

Na televisão e no rádio, Flávio registra 43%, ante 34% de Lula. Já nas entrevistas televisivas, o placar é de 45% para o senador e 37% para o presidente.

A pesquisa foi concluída em 8 de outubro, antes do início da campanha do segundo turno, em 9 de outubro.

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