O ex-governador de Goiás e ex-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) bateu boca com o jornalista Josias de Souza durante uma entrevista ao vivo ao UOL News nesta quarta-feira (7). O confronto ocorreu após o colunista questionar a mudança de posicionamento de Caiado, que declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno depois de ter feito críticas ao candidato durante a campanha do primeiro turno.
Josias lembrou que Caiado havia afirmado durante a campanha que havia “ladrão de esquerda e ladrão de direita” e questionou se o ex-candidato considerava incoerente apoiar agora um dos nomes que havia criticado.
Caiado respondeu que não se considera incoerente e afirmou que respeita o resultado das urnas. “Eu fui candidato para ser presidente da República. Não ganhei. Eu não vou brigar com a urna. Eu respeito a decisão”, declarou.
Na sequência, o ex-governador afirmou que nunca foi neutro politicamente e que a decisão sobre quem apoiar caberia a ele. O clima ficou mais tenso quando a apresentadora Fabíola Cidral retomou a pergunta sobre as declarações feitas por Caiado no primeiro turno.
Ao se dirigir a Josias, Caiado elevou o tom e afirmou: “O Josias tem que saber medir as palavras com os homens que fala. Ele está acostumado a entrevistar bandido, corrupto e safado, mas agora está falando com homem”.
O ex-governador também acusou o jornalista de ter posicionamento político e pediu que ele se “contivesse” no que chamou de “petismo”. Josias respondeu que havia feito perguntas de forma respeitosa e pediu que Caiado mantivesse o mesmo tratamento.
A discussão aconteceu um dia depois de Caiado anunciar oficialmente seu apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno da eleição presidencial. Durante a campanha do primeiro turno, o ex-governador havia feito críticas aos principais candidatos e adotado uma posição contrária à polarização entre os dois grupos políticos.
Após o anúncio do apoio, a mudança de posicionamento passou a ser questionada publicamente, inclusive durante entrevistas. No programa do UOL, Caiado defendeu que sua decisão representa uma escolha política diante do resultado do primeiro turno e afirmou que não pretende permanecer neutro na disputa.