Sete corpos foram encontrados dentro de sacos plásticos ou envoltos em materiais semelhantes em diferentes regiões de São Paulo e da Grande São Paulo desde o início de setembro. A sequência de ocorrências chamou a atenção pelas características de alguns dos casos e provocou especulações nas redes sociais sobre uma possível ligação entre as mortes.
A hipótese de que os crimes possam ter sido cometidos por um mesmo autor ou grupo, porém, ainda não foi confirmada pelas autoridades. Segundo informações divulgadas sobre as investigações, os casos são analisados individualmente e, até o momento, não há elementos que comprovem a atuação de um único criminoso.
O primeiro caso ocorreu em 5 de setembro, no Jabaquara, zona Sul da capital. Garis encontraram o corpo de um homem dentro de um saco plástico, amarrado e abandonado em uma via pública. O caso é investigado pelo 16º Distrito Policial, na Vila Clementino.
Cinco dias depois, em 10 de setembro, dois corpos foram encontrados na zona Leste, a poucos quilômetros de distância um do outro. Uma mulher foi localizada dentro de um saco plástico e enrolada em um cobertor. No mesmo dia, outro corpo foi encontrado amarrado e envolvido por um cobertor, também com utilização de plástico.
Em 19 de setembro, um corpo masculino esquartejado foi localizado dentro de sacolas plásticas na região do Jaçanã, na zona Norte. Partes do corpo estavam ausentes, dificultando inicialmente a identificação da vítima.
Outras ocorrências foram registradas nos dias seguintes. Em 25 de setembro, um homem foi encontrado morto e enrolado em um lençol na Vila Andrade, na zona Sul. Dois dias depois, uma cabeça humana foi localizada no Jardim São Luís. Posteriormente, um corpo sem a cabeça foi encontrado em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
O caso mais recente ocorreu em 2 de outubro, quando um homem ainda não identificado foi encontrado morto dentro de um saco plástico no Parque Ecológico do Tietê, na zona Leste. Segundo o registro, os braços e as pernas estavam amarrados com fita adesiva. A ocorrência é investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A semelhança entre parte dos casos fez com que internautas levantassem nas redes sociais a hipótese da existência de um serial killer em atuação na região. Outra possibilidade mencionada em reportagens é a de crimes relacionados ao chamado “Tribunal do Crime”. No entanto, essas hipóteses não estão confirmadas como uma explicação para a sequência de ocorrências.
As investigações continuam para esclarecer a autoria, a motivação e, principalmente, se existe alguma conexão entre os diferentes homicídios registrados nas últimas semanas.