O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste sábado (3) que não há ameaça concreta identificada contra a realização do primeiro turno das eleições, seja por agentes estrangeiros ou pelo crime organizado.
Segundo o ministro, os órgãos de inteligência que atuam em parceria com a Justiça Eleitoral não detectaram indícios de uma tentativa de interferência capaz de comprometer o pleito.
“Nosso pleito não está sob ameaça concreta, seja internacional ou do crime organizado. Os órgãos de inteligência que trabalham em parceria conosco não apontam qualquer indício disso”, afirmou Nunes Marques.
A declaração ocorre na véspera da votação, marcada para este domingo (4). Os eleitores escolherão deputados estaduais e federais, dois senadores, governadores e presidente da República.
Nunes Marques também fez um alerta contra a circulação de informações falsas que possam provocar desconfiança ou tumulto durante a votação.
“O eleitor não pode acreditar em informações falsas criadas apenas para gerar tumulto e tentar desestabilizar a realização do pleito”, disse.
TSE amplia monitoramento durante a votação
O presidente do TSE destacou que a Justiça Eleitoral mantém uma estrutura de acompanhamento do processo. Uma sala destinada aos partidos permitirá que representantes das legendas acompanhem a votação, enquanto eventos climáticos que possam afetar o funcionamento das seções serão monitorados em tempo real.
De acordo com o tribunal, 136 municípios de 12 estados contarão com apoio de forças federais para reforçar a segurança e garantir a normalidade da votação e da apuração.
O TSE também informou que missões internacionais acompanham o processo eleitoral. Entre elas está o Carter Center, que observará os dois turnos de maneira técnica e independente.
TSE verifica sistemas e emite “zerésima”
Na manhã deste sábado, o TSE realizou a verificação da integridade dos sistemas responsáveis pela transmissão, recebimento e totalização dos resultados.
O procedimento confirmou que os programas instalados no Tribunal correspondem aos sistemas que foram previamente inspecionados, assinados digitalmente e lacrados.
Durante a cerimônia, também foi emitida a chamada “zerésima” da totalização presidencial. O documento demonstra que não havia votos registrados previamente no banco de dados utilizado para a totalização.
O TSE explica que procedimento semelhante será realizado pelos tribunais regionais eleitorais para os cargos estaduais e, antes do início da votação, cada urna eletrônica também emitirá sua própria zerésima.
Ao reforçar a importância da participação dos eleitores, Nunes Marques afirmou que o voto individual terá papel decisivo na definição dos próximos representantes.
“O que o eleitor deve acreditar é que o voto dele é de uma importância tamanha que tem o poder de definir o destino dessa nação”, concluiu o presidente do TSE.