O candidato ao Senado por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (28) que o PT e partidos aliados estariam articulando uma estratégia de “voto casado” com um candidato de direita para tentar impedir a eleição de outro nome. Sem citar quem seria o candidato mencionado, Carlos afirmou que a movimentação teria como objetivo prejudicar nomes ligados ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em uma publicação nas redes sociais, o candidato escreveu que PT e aliados estariam “propagando voto casado com um sujeito ‘de direita’” para tentar retirar uma vaga de outro candidato. Carlos também afirmou que a estratégia faria parte de uma tentativa de “enterrar o nome de Jair Bolsonaro vivo”.
A declaração ocorre em meio à disputa pelas duas vagas ao Senado em Santa Catarina. Um dos nomes que aparece no contexto citado por Carlos é o senador Esperidião Amin (PP), que concorre à reeleição contra Carlos e Carol De Toni (PL).
Carlos já havia feito críticas a um candidato de direita em setembro, sem mencionar nominalmente Amin. Na ocasião, afirmou que o adversário teria votado a favor da reforma tributária e que teria acompanhado o PT em parte das votações no Senado.
Amin ficou fora da chapa do PL para o Senado depois que o partido decidiu lançar Carlos Bolsonaro e Carol De Toni para as duas vagas disponíveis em Santa Catarina. O senador passou a integrar a aliança liderada pelo candidato ao governo estadual João Rodrigues (PSD), que também reúne Antídio Lunelli (MDB).
A configuração da eleição permite que Amin faça campanha pelo mesmo candidato à Presidência apoiado pelo grupo Bolsonaro, enquanto disputa diretamente com os dois candidatos do PL pelas vagas ao Senado.
Neste ano, cada eleitor catarinense poderá votar em dois candidatos ao Senado. Dessa forma, nomes de partidos diferentes podem ser escolhidos conjuntamente pelo mesmo eleitor, dinâmica conhecida como “voto casado”.
Pesquisa Quaest divulgada em 24 de setembro mostra Carol De Toni com 17% das intenções de voto, Carlos Bolsonaro com 16% e Esperidião Amin com 15%. Os três aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais. O levantamento ouviu 804 eleitores entre 20 e 23 de setembro e foi registrado no TSE sob o número SC-04783/2026.
O levantamento combina as respostas dos eleitores para o primeiro e o segundo votos ao Senado. Décio Lima (PT) aparece com 10%, enquanto Afrânio Boppré (PSOL) tem 4% e Antídio Lunelli (MDB), 3%. Os indecisos somam 22%.
Carlos Bolsonaro não apresentou, na publicação, evidências específicas que comprovem a existência da articulação atribuída ao PT e aos partidos aliados. A estratégia mencionada pelo candidato, portanto, permanece como uma acusação política feita durante a campanha.
