A primeira-dama Janja da Silva apareceu usando uma medalha de Nossa Senhora de Nazaré nesta segunda-feira (28), durante um evento ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília. A aparição ocorreu em meio à repercussão da falsa informação de que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) teria intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Janja acompanhou Lula durante a sanção de um projeto relacionado ao futebol feminino. Após o compromisso, o casal embarcou para Belém, no Pará, onde participaria de agendas de campanha.
Nossa Senhora de Nazaré é uma das principais referências religiosas do Pará e é homenageada anualmente durante o Círio de Nazaré. A manifestação religiosa ocorre no segundo domingo de outubro e, em 2026, está marcada para 11 de outubro.
A aparição de Janja com a medalha ocorreu enquanto a disputa eleitoral era marcada pela repercussão do boato envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida. O candidato do PL nega que tenha qualquer intenção de alterar o título de Padroeira do Brasil.
A informação que circulou nas redes sociais não corresponde a um projeto apresentado por Flávio Bolsonaro. O texto usado como origem da associação foi apresentado em 2007 pelo então deputado Victorio Galli e acabou arquivado em 2008. Não há atualmente uma proposta de Flávio Bolsonaro no Congresso para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A polêmica também provocou um embate entre Flávio e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). No domingo (27), o candidato afirmou que pessoas ligadas à entidade teriam ajudado o PT a disseminar a informação falsa. A CNBB negou a acusação e afirmou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral.
Nesta segunda-feira, Flávio agradeceu à CNBB pelo esclarecimento e afirmou que a manifestação da entidade confirmaria que a informação sobre a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida era falsa. A nota da CNBB, entretanto, tratou especificamente da acusação de que a instituição teria participado da disseminação do conteúdo.
A controvérsia ganhou dimensão eleitoral na reta final do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e passou a envolver também decisões da Justiça Eleitoral sobre conteúdos publicados nas redes sociais relacionados ao tema.
