O ex-coronel da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Jorge Eduardo Naime, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos atos de 8 de Janeiro, foi levado a um hospital nesta segunda-feira (28) após passar mal enquanto estava preso na Papudinha, em Brasília. Segundo informações da coluna Grande Angular, Naime foi encontrado desacordado e passou por exames no início da tarde.
A PMDF informou que o ex-militar passou mal ao se levantar da cama, caiu e bateu a cabeça, permanecendo desacordado por alguns instantes. Ele foi encaminhado imediatamente ao hospital, onde passou por uma tomografia. De acordo com a corporação, o exame não apontou alterações. Após receber medicação e atendimento médico, Naime foi liberado e retornou ao Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM).
A esposa de Naime, Mariana Naime, afirmou que o marido vinha apresentando picos de pressão e reclamando de fortes dores de cabeça nos últimos dias. “Ele já estava tendo pico de pressão nos últimos dias. Estava com muitas dores de cabeça, reclamando sempre nas últimas visitas. Meu marido está no limite. Estou pedindo socorro”, declarou à coluna. Ela também afirmou que considera que o marido já teria direito à progressão para o regime semiaberto.
Naime foi condenado pela Primeira Turma do STF a 16 anos de prisão por crimes relacionados aos atos de 8 de Janeiro. A condenação envolveu tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
O cumprimento da pena começou em março de 2026, depois do encerramento das possibilidades de novos recursos. Naime e outros quatro ex-integrantes da cúpula da PMDF foram encaminhados ao 19º Batalhão da corporação, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda e conhecido como Papudinha.
Além de Naime, estão detidos no local os ex-coronéis Fábio Augusto Vieira, Klépter Rosa Gonçalves, Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos, todos condenados a 16 anos de prisão no mesmo processo.
O 19º Batalhão fica dentro do complexo da Papuda, onde também estão ou estiveram presos outros nomes envolvidos em processos de grande repercussão nacional.
