O Jornal Nacional dedicou espaço nesta sexta-feira (25) ao caso envolvendo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, um dia depois de o Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) rejeitar a abertura de uma investigação contra o chefe da PGR.
Na reportagem, o telejornal mostrou mensagens extraídas do celular de Vorcaro e uma fotografia em que Gonet aparece ao lado do banqueiro durante um evento jurídico realizado em Londres, em abril de 2024. O material faz parte dos documentos analisados nas investigações do caso Master.
Conselho do MPF manteve Gonet no caso Master
Na quinta-feira (25), o CSMPF decidiu, por 5 votos a 4, não abrir uma investigação criminal contra Paulo Gonet por suposta prevaricação. Por unanimidade, o colegiado também manteve o procurador-geral à frente das apurações relacionadas ao Banco Master.
O pedido de investigação havia sido apresentado após a divulgação de mensagens e registros de encontros entre Gonet e Vorcaro encontrados pela Polícia Federal.
Jornal Nacional exibiu mensagens e foto de Londres
A reportagem do Jornal Nacional relembrou que as mensagens mencionam conversas intermediadas pelo advogado Ciro Soares e cita uma troca em que Gonet faz referência a uma viagem para Londres e comenta: “Oba! Tomara que tenha charuto e Macallan!”.
O telejornal também exibiu a fotografia de Gonet e Vorcaro sentados próximos durante um evento jurídico na capital britânica, informação que já fazia parte do material investigado pela Polícia Federal.
Relator disse não haver elementos para investigação
Durante a sessão do Conselho Superior do MPF, o relator Francisco Sanseverino afirmou que as mensagens não demonstram contato direto ou amizade íntima entre Gonet e Vorcaro e que trechos isolados não poderiam ser analisados fora de contexto.
A maioria do colegiado acompanhou esse entendimento e concluiu que não havia elementos mínimos para instaurar uma investigação criminal contra o procurador-geral.
Houve divergência entre os conselheiros
Apesar da decisão, quatro integrantes do Conselho defenderam a abertura de uma apuração preliminar para esclarecer pontos relacionados às mensagens, aos encontros e a uma eventual viagem envolvendo familiares de Gonet.
O voto de desempate foi dado pelo vice-presidente do CSMPF, Nicolao Dino, que acompanhou o relator e rejeitou a abertura da investigação, formando o placar de 5 a 4.
Com a decisão, Paulo Gonet permanece como representante da Procuradoria-Geral da República nos procedimentos relacionados ao Banco Master, enquanto o caso continua sendo discutido em outras frentes no Supremo Tribunal Federal.