A delegação de Cuba deixou o plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira (22), em Nova York, durante o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O gesto ocorreu após o norte-americano afirmar que seu governo busca uma “mudança fundamental” na situação de Cuba e declarar que o regime comunista da ilha está sob forte pressão.
Durante o pronunciamento, Trump classificou Cuba como um “Estado falido” e afirmou que o regime “vai cair”. O presidente norte-americano também disse que o governo dos Estados Unidos não permitirá que Cuba seja utilizada como uma porta de entrada para adversários estrangeiros que possam ameaçar o território americano. Segundo Trump, o secretário de Estado Marco Rubio participa das negociações com o governo cubano.
Trump também voltou a fazer críticas ao Irã. Em seu discurso, afirmou que os Estados Unidos enfrentam a possibilidade de buscar um acordo com o governo iraniano ou, nas palavras do presidente, “aniquilar” a República Islâmica caso não haja um entendimento envolvendo o programa nuclear e outras questões de segurança.
O discurso de Trump ocorreu logo após a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que abriu oficialmente o debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, seguindo a tradição de o Brasil ser o primeiro país a discursar.
Em seu pronunciamento, Lula defendeu o multilateralismo e criticou o que classificou como um recrudescimento de “tentações hegemônicas”. O presidente brasileiro afirmou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém” e defendeu uma política externa sem alinhamento automático às grandes potências.
A 81ª sessão da Assembleia Geral reúne representantes dos 193 Estados-membros da ONU entre os dias 22 e 28 de setembro. O tema deste ano é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.
