O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tornou-se alvo de um procedimento no Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) para apurar as menções ao seu nome nas mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master.
O processo foi distribuído ao conselheiro Francisco de Assis Vieira Sanseverino e tramita sob sigilo.
Gonet preside o Conselho, mas caso foi encaminhado ao vice
Como presidente do Conselho Superior do MPF, Paulo Gonet não deve atuar na análise do procedimento. Por esse motivo, o pedido foi encaminhado ao vice-presidente do colegiado, o procurador Nicolao Dino de Castro e Costa Neto, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
O procedimento foi protocolado na quarta-feira (2), um dia após a retirada do sigilo do relatório da Polícia Federal que trouxe à tona mensagens envolvendo Daniel Vorcaro e autoridades.
Partido Novo pede afastamento de Gonet do caso
O pedido foi apresentado por parlamentares do Partido Novo, que defendem a abertura de uma análise sobre a atuação do procurador-geral diante das citações ao seu nome nas mensagens.
Na representação, os parlamentares afirmam que não antecipam qualquer conclusão sobre culpa, mas sustentam que, diante das circunstâncias, seria prudente retirar Gonet da condução do caso Banco Master.
A solicitação pede que a investigação seja conduzida por um subprocurador-geral da República, em substituição ao chefe do Ministério Público Federal, para preservar a imparcialidade da apuração.
Caso Banco Master amplia pressão sobre instituições
A abertura do procedimento ocorre em meio ao aumento da tensão entre integrantes do STF, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal após a divulgação do relatório que revelou contatos atribuídos a Daniel Vorcaro com autoridades.
O caso segue em tramitação sob sigilo no Conselho Superior do MPF, sem decisão sobre eventual afastamento de Paulo Gonet da condução das investigações.
