A segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou nesta quinta-feira (3) a restrição à captação de imagens dos ministros por meio das frestas das cortinas do edifício-sede da Corte. Os espaços permitem visualizar áreas internas do tribunal, incluindo o Salão Branco, por onde os ministros costumam passar após as sessões no plenário.
Ao término da sessão, seguranças do STF repreenderam fotógrafos e cinegrafistas que tentavam registrar a movimentação dos ministros no local.
Profissionais que acompanham a rotina do tribunal afirmam que a restrição já existia, mas passou a ser aplicada com maior rigor depois da repercussão de uma fotografia feita na quarta-feira (2).
O registro, realizado pelo fotógrafo Brenno Carvalho, de O Globo, mostrou Alexandre de Moraes sorrindo ao lado dos ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin na saída da primeira sessão presencial do STF após a divulgação de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro atribuídas a Moraes.
A fotografia ganhou repercussão por ter sido registrada em meio à crise envolvendo as revelações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro. Na sessão de quarta-feira, nenhum dos ministros havia se manifestado publicamente sobre o caso.
Nesta quinta-feira (3), profissionais de imprensa voltaram a tentar registrar a movimentação dos ministros no Salão Branco por meio das frestas das cortinas, mas foram impedidos pela equipe de segurança.
Procurado pela CNN para esclarecer o reforço da restrição e os critérios adotados para a captação de imagens no local, o STF não havia se manifestado até a publicação da reportagem.
Com informações de CNN Brasil.
