O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta segunda-feira (31/8), a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a suspensão da campanha eleitoral de Renan Santos, candidato do Missão ao Palácio do Planalto.
Em uma publicação na rede social X, Flávio afirmou esperar que Renan consiga reverter a decisão e retomar a candidatura. “Espero que o candidato Renan Santos restabeleça sua candidatura”, escreveu.
Na sequência, o senador relacionou a decisão ao bloqueio das redes sociais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O Presidente @jairbolsonaro está com suas redes sociais bloqueadas há mais de um ano e a censura não pode mais ser banalizada no Brasil!”, afirmou.
Entenda a suspensão da campanha de Renan Santos
Toffoli determinou a suspensão da campanha da chapa de Renan Santos após identificar que o candidato teria utilizado perfis nas redes sociais que não haviam sido informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo estabelecido.
De acordo com a decisão, os candidatos precisam registrar previamente os endereços de sites, blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais que serão utilizados durante a campanha. Os perfis comunicados posteriormente só podem ser usados após o prazo de 48 horas previsto pela Justiça Eleitoral.
A medida também suspendeu novos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e os gastos com recursos do fundo que eventualmente já tenham sido recebidos pela chapa.
Renan Santos também ficou impedido de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.
Em 19 de agosto, Renan e seu vice, Coronel Medina, apresentaram ao TSE uma relação contendo 16 perfis de redes sociais utilizados pela campanha.
Justificativa de Toffoli
Na decisão, Toffoli afirmou que a obrigação de informar previamente os perfis utilizados durante a campanha é necessária para garantir a isonomia entre os candidatos e permitir a fiscalização pela Justiça Eleitoral.
Segundo o ministro, a identificação dos canais oficiais de propaganda no ambiente digital aumenta a transparência e facilita a verificação da regularidade das campanhas.
A decisão cautelar foi tomada no domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31).
Com informações de Metrópoles
