As campanhas dos candidatos à Presidência da República estrearam neste sábado (29) o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Dos 12 minutos e 30 segundos reservados aos presidenciáveis em cada bloco, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) apresentaram suas primeiras peças.
Lula e Flávio, que concentram os maiores tempos de propaganda, direcionaram parte do discurso contra o principal adversário. Caiado priorizou a segurança pública e críticas ao PT, enquanto Cury apresentou-se como alternativa à polarização política.
As propagandas de rádio foram transmitidas a partir das 7h, enquanto os programas de televisão foram exibidos a partir das 13h.
Lula mira Flávio e destaca trajetória
Com 5 minutos e 32 segundos, Lula teve o maior tempo de propaganda. No rádio, a campanha apresentou medidas do atual governo, como o Pé-de-Meia, a saída do Brasil do Mapa da Fome e a redução do desemprego.
O programa também destacou a proposta de fim da escala 6×1 e reservou cerca de um minuto para críticas a Flávio Bolsonaro. A campanha petista mencionou uma gravação na qual o senador pede ajuda financeira ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Na televisão, a propaganda começou com referências negativas ao adversário e depois concentrou-se na trajetória política de Lula. O presidente aparece relembrando sua história desde o período em que atuava no movimento sindical.
A primeira-dama, Rosângela da Silva, também participou da peça e falou sobre medidas voltadas às mulheres.
Ao final, Lula afirmou que ainda há muito a ser feito pelo país e declarou estar “mais forte e mais preparado do que nunca”.
Flávio aposta em segurança e custo de vida
Com 4 minutos e 20 segundos, Flávio Bolsonaro utilizou sua estreia para apresentar propostas relacionadas principalmente à segurança pública e à economia.
A campanha criou a chamada “Rádio 22”, simulando uma conversa entre apresentadores e o candidato. Flávio contrapôs o que chamou de “Brasil do Lula” ao “Brasil real” e destacou temas como inflação, endividamento das famílias e atuação de facções criminosas.
“Vou falar do Brasil, que vive dominado pelas facções criminosas. As pessoas nunca tiveram tanto medo, as empresas estão quebrando e as famílias, devendo”, afirmou.
O senador também fez referência à própria família. Na televisão, falou sobre a influência da mãe, Rogéria Bolsonaro, e da esposa, Fernanda Bolsonaro, em sua formação pessoal.
Caiado concentra discurso na segurança
Ronaldo Caiado teve 2 minutos e 2 segundos de propaganda e concentrou sua mensagem na segurança pública, além de críticas ao PT.
A campanha destacou a atuação de Caiado em Goiás e apresentou o candidato como alguém disposto a enfrentar organizações criminosas.
“O crime domina”, afirmou Caiado, atribuindo a situação à “omissão, conivência e incompetência” dos governos que comandaram o país nas últimas décadas.
Augusto Cury critica polarização
Com apenas 35 segundos, Augusto Cury utilizou seu espaço para defender o combate à polarização política.
O candidato do Avante apresentou-se como uma alternativa aos conflitos entre os principais grupos políticos e questionou os eleitores sobre a possibilidade de manter o atual cenário.
“É isso que vocês querem? Mais 4 anos disso? Ou a gente para de gritar, senta, se escuta e cura esse país?”, afirmou.
Zema e Renan Santos ficam sem tempo
Os candidatos Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não tiveram tempo suficiente para exibição de propaganda individual neste primeiro bloco destinado aos presidenciáveis.
O horário eleitoral gratuito dos candidatos ao Executivo e ao Legislativo é transmitido às terças, quintas e sábados. Para presidente, cada bloco tem duração de 12 minutos e 30 segundos, com exibição no rádio às 7h e às 12h e na televisão às 13h e às 20h30.
A distribuição do tempo segue as regras estabelecidas pela legislação eleitoral e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
