O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou nesta quarta-feira (26) a extradição para os Estados Unidos de dois líderes de grupos dissidentes das FARC. Willinton Henao, conhecido como “Mocho Olmedo”, e Geovany Andrés Rojas, chamado de “Araña”, estão presos desde 2015.
Segundo o presidente colombiano, a medida faz parte dos esforços de combate ao narcotráfico e ocorre em meio à aproximação entre Bogotá e Washington.
Durante uma entrevista coletiva, De la Espriella confirmou que determinou o envio dos dois acusados aos Estados Unidos. Além de Henao e Rojas, o governo anunciou a extradição de outras três pessoas.
Líderes atuavam em grupos dissidentes
Henao era integrante da 33ª Frente de uma dissidência das FARC que atuava na região de fronteira entre Colômbia e Venezuela. Em 2015, confrontos envolvendo a organização e outro grupo armado provocaram o deslocamento de milhares de pessoas.
Rojas, por sua vez, comandava os Comandos da Fronteira, grupo associado a atividades de narcotráfico e outros crimes em áreas próximas à fronteira com o Equador.
Apesar de terem sido presos em 2015, os dois não foram extraditados naquele período em razão das negociações de paz conduzidas pelo governo colombiano.
Acusações nos Estados Unidos
Henao e Rojas fazem parte de grupos que não aceitaram o acordo de paz firmado em 2016 entre o governo colombiano e as FARC. O pacto levou ao desarmamento de grande parte da organização, que durante décadas esteve entre os principais grupos guerrilheiros das Américas.
Nos Estados Unidos, os dois deverão responder a acusações relacionadas ao tráfico de drogas, posse de armas e narcoterrorismo.
A decisão de extraditá-los representa uma mudança na postura do governo colombiano em relação aos grupos dissidentes e reforça a cooperação com as autoridades norte-americanas no combate ao narcotráfico.
Forte: Revista Oeste