O Ministério da Defesa autorizou nesta quarta-feira (26) a entrada e a permanência temporária de militares dos Estados Unidos, da França e do Paraguai no Brasil para participação no Exercício Formosa 2026, treinamento realizado em conjunto com as Forças Armadas brasileiras.
A autorização foi assinada pelo ministro da Defesa, José Múcio, e publicada no Diário Oficial da União. O exercício está previsto para ocorrer entre 3 e 25 de setembro, em áreas de Goiás e do Distrito Federal.
Ao todo, poderão ingressar no país 115 militares estrangeiros: 55 dos Estados Unidos, 40 da França e 20 do Paraguai. O grupo norte-americano também levará armamentos, munições, equipamentos de comunicação e sistemas optrônicos, utilizados para atividades de observação, identificação e acompanhamento de alvos.
O despacho foi encaminhado aos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, além dos Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. As representações diplomáticas dos três países em Brasília também foram comunicadas sobre a autorização.
Exercício Formosa é realizado desde 1988
O Exercício Formosa é promovido pela Marinha do Brasil desde 1988 e tem como objetivo preparar os militares para operações de combate e manter a capacidade de pronta atuação dos fuzileiros navais.
A partir de 2021, o treinamento passou a contar também com a participação do Exército e da Força Aérea Brasileira.
O nome da operação faz referência ao Campo de Instrução de Formosa, localizado em Goiás, onde parte das atividades é realizada.
Exercício gerou polêmica em 2021
A operação já esteve no centro de uma controvérsia política. Em 2021, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL), um comboio militar passou por Brasília pela primeira vez, além da realização do exercício.
A movimentação envolveu veículos blindados, armamentos e outros equipamentos pertencentes à Força de Fuzileiros da Esquadra.
Na época, integrantes da oposição interpretaram a presença do comboio na capital federal como uma tentativa de pressionar ou constranger o Congresso Nacional. A Marinha, entretanto, negou que a movimentação tivesse finalidade política e afirmou que se tratava de uma atividade relacionada ao treinamento militar.
