Um médico brasileiro de 68 anos foi preso nos Estados Unidos sob suspeita de retirar objetos de malas de passageiros no Aeroporto Internacional de Miami, na Flórida.
Marcos Danilo Assunção-Oliveira foi detido no domingo (23), após ser identificado em imagens de câmeras de segurança que registraram uma sequência de abordagens às bagagens na área de retirada de malas. Ele foi acusado de furto qualificado de terceiro grau.
Segundo o relatório policial, o suspeito teria retirado diferentes malas das esteiras, aberto os compartimentos e levado alguns objetos antes de devolvê-las ao local. A investigação aponta que o procedimento teria sido repetido diversas vezes.
O caso ocorreu na sexta-feira (21), na área de retirada de bagagens da American Airlines. As autoridades identificaram até o momento três possíveis vítimas e estimaram em aproximadamente US$ 1.350 o valor total dos objetos que teriam sido furtados.
Câmeras registraram ação
De acordo com os investigadores, as imagens de segurança mostram Assunção-Oliveira circulando pela área de bagagens antes de retirar malas de diferentes esteiras.
Ainda segundo o relato policial, ele pegava uma mala por vez, abria o compartimento, retirava os itens que queria e depois retornava às esteiras para escolher outra bagagem.
Após repetir o procedimento, o homem teria deixado o aeroporto a pé levando os objetos retirados das malas.
As autoridades informaram que outras possíveis vítimas ainda não foram identificadas e que o relatório não especifica quais objetos teriam sido levados.
Prisão e fiança
Marcos Danilo foi levado para o Turner Guilford Knight Correctional Center após a prisão. A acusação registrada contra ele envolve três contagens de furto qualificado de terceiro grau.
O valor da fiança informado no relatório mais recente é de US$ 2.500.
O documento policial também indica que Assunção-Oliveira não tinha voos ativos com a American Airlines nos seis meses anteriores ao episódio.
O relatório o identifica como médico brasileiro e registra seu endereço atual em Miami como “sem residência”. Sites médicos brasileiros, por sua vez, apresentam uma pessoa com o mesmo nome como ginecologista com atuação em Minas Gerais. A identificação profissional ainda não foi confirmada de forma independente pelas autoridades americanas.
A investigação continua, e os investigadores ainda trabalham para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer todos os objetos que teriam sido retirados das bagagens.
Com informações de Metrópoles
