Milhares de imigrantes que entraram irregularmente em Ceuta, território espanhol no norte da África, continuam na cidade três semanas após a entrada em massa registrada em 30 de julho. A permanência do grupo tem pressionado a capacidade de acolhimento local e levado as autoridades a buscar novos espaços temporários.
Neste sábado (22), mais de 300 imigrantes estavam concentrados nas proximidades de Loma Colmenar, onde funciona uma das estruturas provisórias destinadas ao atendimento. O local já está lotado, enquanto pessoas que permanecem do lado de fora aguardam uma oportunidade de acolhimento e, em alguns casos, o início dos procedimentos para solicitar asilo.
A situação também é observada em outras áreas de Ceuta. Parte dos imigrantes passa o dia circulando pela cidade e procura locais para dormir durante a noite enquanto aguarda uma definição sobre sua situação.
Diante da permanência do grupo, o governo espanhol começou a disponibilizar novos espaços temporários de acolhimento. A medida ganhou urgência após a desocupação da praia de Trampolín, que levou à transferência de centenas de pessoas para outras áreas.
A chegada em massa de 30 de julho aumentou a pressão sobre a estrutura de atendimento de Ceuta, que tenta administrar a demanda enquanto os imigrantes aguardam encaminhamento e, para alguns, a análise de pedidos de proteção internacional.