As capivaras se tornaram presença frequente em áreas de lazer de Brasília, principalmente nas proximidades do Lago Paranoá e de parques urbanos. Apesar do comportamento geralmente tranquilo, especialistas alertam que a aproximação dos animais exige cautela para evitar acidentes e reduzir a exposição a carrapatos.
Segundo a bióloga Morgana Bruno, a capacidade de adaptação da espécie contribui para sua presença em ambientes urbanos. Locais com água disponível, áreas gramadas e menor presença de predadores oferecem condições favoráveis para a permanência dos animais.
A especialista explica que as capivaras também costumam buscar áreas com gramados bem cuidados e maior exposição ao sol. Esses espaços podem apresentar menor quantidade de carrapatos, o que favorece o comportamento dos animais.
Distância é fundamental
Apesar da aparência dócil, capivaras continuam sendo animais silvestres e podem reagir de forma defensiva quando se sentem ameaçadas. Situações de estresse, disputas territoriais ou a presença de filhotes podem aumentar o risco de ataques.
A recomendação é manter uma distância de aproximadamente 10 metros dos animais. Também é importante evitar atravessar o caminho de um grupo e jamais ficar entre uma mãe e seu filhote.
O cuidado deve ser redobrado com cães. A aproximação de cachorros pode provocar reações defensivas das capivaras e resultar em mordidas e ferimentos graves.
Atenção aos carrapatos
Outro fator de preocupação é a presença do carrapato-estrela, associado à transmissão da bactéria responsável pela febre maculosa. As capivaras têm importância no monitoramento ambiental da doença, mas o principal risco para as pessoas está no contato com áreas onde esses carrapatos podem estar presentes.
Quem frequentar locais com vegetação deve usar calçados fechados e, quando possível, calças compridas. O uso de repelentes com DEET ou icaridina também é recomendado.
Após permanecer em áreas consideradas de risco, a orientação é verificar cuidadosamente o corpo em busca de carrapatos. A prevenção é especialmente importante porque a exposição pode ocorrer mesmo sem contato direto com as capivaras.
