O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou uma repórter “ficar quieta” durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca nesta segunda-feira (17). A jornalista questionava o republicano sobre a decisão de reduzir a participação americana nos exercícios militares realizados em conjunto com a Coreia do Sul.
A pergunta ocorreu após Trump determinar ao Pentágono que reduzisse substancialmente os exercícios militares conjuntos com Seul. O presidente justificou a decisão citando os custos das operações, sua relação com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e a recusa da Coreia do Sul em participar das ações americanas contra o Irã.
Durante a coletiva, a repórter insistiu nos questionamentos sobre a aproximação de Trump com a Coreia do Norte. Em resposta, o presidente pediu que ela ficasse quieta e a chamou de uma pessoa “barulhenta”, encerrando o confronto verbal.
Exercício militar começou nesta segunda
A decisão de Trump ocorreu justamente no início do Ulchi Freedom Shield, exercício militar anual realizado por Estados Unidos e Coreia do Sul. A atividade começou nesta segunda-feira (17) e deve prosseguir conforme o cronograma anunciado por Seul.
O governo sul-coreano afirmou que os exercícios seguiriam conforme previamente planejado, embora a ordem de Trump possa reduzir a participação americana em determinadas etapas.
O treinamento envolve cerca de 18 mil militares sul-coreanos, além de tropas americanas e de países integrantes do Comando das Nações Unidas. O objetivo é aprimorar a capacidade de defesa conjunta diante de possíveis ameaças da Coreia do Norte.
Trump cita relação com Kim Jong-un
Trump também destacou sua relação com Kim Jong-un ao justificar a redução dos exercícios. O presidente afirmou que considera os treinamentos caros e que eles enviam uma mensagem considerada hostil à Coreia do Norte.
A decisão provocou preocupação entre autoridades e especialistas, que avaliam que a redução dos exercícios pode afetar a preparação militar e a capacidade de dissuasão dos aliados diante do avanço do programa nuclear e de mísseis norte-coreano.
Ao mesmo tempo, o governo sul-coreano indicou que a mudança pode abrir espaço para uma retomada do diálogo entre Washington e Pyongyang.