A economia de Israel apresentou forte recuperação no segundo trimestre, após registrar retração no período anterior em meio à campanha militar contra o Irã.
O Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 15,4% em termos anualizados e com ajuste sazonal, segundo dados divulgados neste domingo pelo Escritório Central de Estatísticas de Israel. O resultado ficou acima da estimativa mediana de 8,3% calculada pela Bloomberg a partir das projeções de oito economistas.
No primeiro trimestre, o PIB israelense havia recuado 2,2%, conforme dado revisado.
Exportações lideram recuperação
As exportações de bens e serviços foram um dos principais fatores responsáveis pela recuperação da atividade econômica, com crescimento de 35,2% no segundo trimestre.
O consumo do governo aumentou 19,5%, enquanto o consumo privado avançou 14,7%. Já a formação bruta de capital fixo registrou alta de 6,3%.
No mês passado, o Banco de Israel elevou para 4% sua previsão de crescimento da economia em 2026, após os dados do primeiro trimestre apresentarem desempenho superior ao esperado. Para 2027, a instituição projeta uma expansão de 5,5%.
Economia deve ter recuperação rápida
Antes da divulgação dos números do PIB, Yonie Fanning, estrategista-chefe do Mizrahi Tefahot Bank Ltd., avaliou que a economia israelense deve apresentar uma recuperação acelerada depois da retração provocada pelos confrontos com o Irã.
A avaliação foi feita em entrevista por telefone, na qual o economista também destacou o papel dos gastos dos consumidores, incluindo a aquisição de bens duráveis, na retomada da atividade.
O índice mensal de atividade econômica do Banco de Israel referente ao período entre abril e junho, divulgado no mês passado, já havia apontado uma aceleração significativa após os níveis mais baixos registrados em março, durante os combates com o Irã.
Dados sobre transações com cartões de crédito também indicaram melhora em abril e maio. Segundo o relatório do Banco de Israel, as exportações de bens estiveram entre os indicadores que contribuíram para a elevação da estimativa de atividade econômica no período de abril a junho.
