O empresário Ivo Vel Kos, de 48 anos, foi preso em flagrante na madrugada deste sábado (15), em São Paulo, após ser acusado de agredir e ameaçar de morte a própria mulher, a cirurgiã-dentista Giullia Vel Kos, de 27 anos.
A prisão ocorreu após uma discussão entre o casal. O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na Freguesia do Ó, como lesão corporal, violência doméstica e ameaça. Após audiência de custódia, a prisão foi mantida.
Segundo o relato apresentado à polícia, Giullia afirmou ter sido agredida no rosto e em outras partes do corpo e relatou episódios anteriores de violência. Kos, por sua vez, apresentou uma versão diferente. Ele admitiu ter dado um soco na mulher, mas alegou que teria reagido a agressões.
O empresário também negou ter utilizado uma arma de choque e um taco de beisebol para agredi-la. O boletim de ocorrência registra lesões nos dois envolvidos.
Ivo Kos e o mercado financeiro
Kos ganhou notoriedade no mercado financeiro por sua atuação como um dos fundadores da Virgo, uma securitizadora especializada em operações com Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e do Agronegócio (CRAs).
A empresa esteve no centro do chamado “Caso Virgo”, investigação conduzida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que apurou suspeitas relacionadas à utilização de recursos de fundos de reserva de operações de CRIs e CRAs.
Um parecer preliminar da CVM apontou indícios de irregularidades e movimentações consideradas suspeitas de pelo menos R$ 216 milhões distribuídos em 76 títulos.
Segundo a investigação, parte dos recursos teria sido direcionada para um CRI da Cedro estruturado pela própria Virgo.
Kos deixou a sociedade da Virgo pouco depois de o caso ganhar repercussão. Atualmente, seu nome aparece na Junta Comercial de São Paulo ligado a outras empresas do setor financeiro.
As acusações relacionadas à investigação da CVM e o caso de violência doméstica são episódios distintos. No caso mais recente, a investigação policial sobre as agressões continua.