Mais de 700 militares de seis países participam, em Foz do Iguaçu (PR), do Exercício Conjunto-Combinado Felino 2026, treinamento voltado à preparação para operações de paz, ajuda humanitária e proteção de civis.
A atividade reúne integrantes da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira, além de representantes de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste. O objetivo é aprimorar a integração entre as forças e estabelecer procedimentos conjuntos para situações de crise.
Durante o exercício, os militares trabalham com um cenário fictício chamado Carana, no qual precisam lidar com uma crise humanitária simulada. As equipes são submetidas a situações que exigem planejamento, tomada de decisões, comando e controle, logística, atendimento de saúde e ações de proteção à população civil.
A proposta é reproduzir desafios que podem surgir em missões internacionais de paz, permitindo que os participantes testem a capacidade de atuação conjunta antes de enfrentar situações reais.
Apesar do cenário de conflito utilizado no treinamento, não há uma guerra ou crise real ocorrendo em Foz do Iguaçu. O exercício também não significa que os militares participantes serão enviados automaticamente para uma missão no exterior.
O Felino 2026 também reforça a cooperação militar entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A realização de exercícios conjuntos permite padronizar procedimentos e melhorar a capacidade de resposta diante de emergências humanitárias e operações internacionais.
A presença das três Forças Armadas brasileiras e das delegações estrangeiras transforma o treinamento em uma oportunidade para avaliar, na prática, a coordenação entre diferentes estruturas militares, especialmente em situações que envolvam deslocamento de tropas, assistência à população e manutenção da segurança em áreas afetadas por crises.