O grupo de ataque do porta-aviões USS George Washington está a caminho do Oriente Médio para substituir o USS Abraham Lincoln, segundo uma autoridade do governo dos Estados Unidos ouvida pela CNN. A substituição já estava prevista, mas ocorre em meio a relatos sobre problemas de saúde mental entre integrantes da tripulação do Lincoln.
Segundo relatos publicados pelos veículos especializados Stars and Stripes e Navy Times, militares e familiares afirmaram que alguns tripulantes teriam tentado se jogar ao mar durante a missão. Em um dos casos, o militar teria sido resgatado.
O Abraham Lincoln, que reúne mais de 5 mil marinheiros e fuzileiros navais, está há mais de 250 dias em missão e participa de operações relacionadas à guerra contra o Irã.
Relatos sobre condições a bordo
O senador democrata Richard Blumenthal manifestou preocupação com o período prolongado no mar e citou relatos de falta de suprimentos básicos, problemas na água, falhas hidráulicas, deterioração da saúde mental e dificuldades no sistema de correspondências.
A Marinha dos EUA, porém, contestou a existência de um aumento nas ideações ou tentativas de suicídio a bordo e afirmou que oferece atendimento médico, psicológico e religioso aos militares.
O secretário da Guerra, Pete Hegseth, também afirmou que os relatos sobre as condições do Lincoln foram “totalmente distorcidos” e destacou a duração e as dificuldades da missão.
A substituição do grupo de ataque, portanto, não foi apresentada oficialmente como consequência dos relatos de saúde mental, já que o governo afirma que a troca estava planejada anteriormente.
