O candidato do Partido Novo à Presidência da República, Romeu Zema, voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (7). Em entrevista à rádio CBN Curitiba, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que a Corte interfere na política brasileira e contribui para a criação de crises.
Segundo Zema, o Supremo estaria atuando como um poder “incendiário” ao interferir em questões políticas.
Durante a entrevista, o candidato também questionou o que considera uma proteção excessiva à carreira de integrantes do Judiciário.
“Existe alguma coisa mais intocável no Brasil do que carreira no Judiciário? Me parece que se um juiz for um serial killer, sair dando tiro e matar 50 pessoas, não vai acontecer nada com ele com essas leis que temos no Brasil hoje”, declarou.
Zema também mencionou o processo em que é acusado de calúnia pelo ministro Gilmar Mendes. A ação está relacionada a vídeos publicados pelo político nos quais ele associa o magistrado ao Banco Master.
Ao comentar o caso, o candidato afirmou que continuará fazendo críticas aos ministros do Supremo.
As declarações de Zema ocorrem em meio à disputa eleitoral de 2026 e reforçam o discurso de crítica ao STF adotado pelo candidato durante sua trajetória política. O ex-governador tem defendido mudanças na relação entre os Poderes e questionado decisões e a atuação de ministros da Corte.