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Início Brasil

Ciclone-bomba avança pelo Brasil e deixa regiões em alerta; veja previsão

Por Junior Melo
07/ago/2026
Em Brasil, Clima
Ciclone bomba causou estragos pela Região Sul do Brasil nesta quinta-feira (6) • Reprodução/@rdindependente e Wikimedia commons

Ciclone bomba causou estragos pela Região Sul do Brasil nesta quinta-feira (6) • Reprodução/@rdindependente e Wikimedia commons

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A atuação de uma frente fria associada a um ciclone-bomba mantém diferentes regiões do Brasil em alerta nesta sexta-feira (7). No segundo dia de influência do fenômeno, o sistema avança para além da Região Sul e pode provocar rajadas de vento de até 110 km/h no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.

O cenário inclui suspensão de aulas, emissão de alertas de “grande perigo” e queda significativa nas temperaturas em diversas áreas do país.

Sudeste pode ter ventos de até 110 km/h

A área considerada de maior risco nesta sexta-feira fica entre o sul do Rio de Janeiro e o leste de São Paulo. A passagem do sistema frontal pode provocar ventos fortes, com rajadas estimadas entre 90 km/h e 110 km/h.

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Como medida de prevenção, as redes municipal e estadual de ensino do Rio de Janeiro suspenderam as aulas. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) também interrompeu as atividades presenciais.

A capital fluminense está em Estágio 2 de risco, e as autoridades orientam a população a evitar deslocamentos que não sejam necessários. Antes da chegada das chuvas mais intensas, porém, o Rio de Janeiro ainda pode registrar temperaturas elevadas, com máxima prevista de 37°C devido ao chamado calor pré-frontal.

Em Ubatuba, no litoral paulista, a prefeitura também determinou a suspensão das aulas da rede municipal após os alertas emitidos pela Defesa Civil.

Com a chegada da frente fria, as temperaturas devem cair no centro-sul e no leste de São Paulo, além do extremo sul de Minas Gerais.

A umidade relativa do ar também permanece baixa no centro-norte do Rio de Janeiro, no interior e sul do Espírito Santo e em grande parte de Minas Gerais, com índices previstos entre 20% e 30%.

Sul continua sob instabilidade e frio

Na Região Sul, o tempo permanece instável. Enquanto as chuvas perdem intensidade gradualmente no Rio Grande do Sul, o Paraná enfrenta possibilidade de temporais, principalmente na faixa leste, onde as rajadas de vento podem atingir ou superar 90 km/h.

A chegada de uma massa de ar frio também provoca uma queda expressiva nas temperaturas, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As menores temperaturas nesses estados devem ser registradas durante a noite.

Em Porto Alegre, a previsão indica máxima de apenas 16°C.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de “perigo” para a região diante da possibilidade de novos impactos provocados pelo sistema.

Possibilidade de granizo no Centro-Oeste

Os efeitos do sistema também alcançam o Centro-Oeste. No Mato Grosso do Sul, há previsão de pancadas de chuva de intensidade moderada a forte e possibilidade de granizo nas regiões sul e sudeste do estado.

As rajadas de vento podem chegar a 90 km/h na faixa norte sul-mato-grossense e também no extremo sul de Mato Grosso e de Goiás.

O que é um ciclone-bomba?

O ciclone-bomba, também chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, é um sistema de baixa pressão que se intensifica rapidamente. A denominação está relacionada à velocidade com que ocorre esse processo de formação e fortalecimento.

Para que um sistema seja classificado como ciclone-bomba, a pressão atmosférica central precisa cair pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. O fenômeno é mais comum em regiões de altas latitudes, onde massas de ar frio entram em contato com massas de ar quente.

Frio deve avançar após a passagem do ciclone

Depois da passagem do ciclone e da frente fria, uma massa de ar frio deve provocar nova queda nas temperaturas.

A previsão indica que o frio ficará mais intenso na Região Sul a partir de domingo (9) e, posteriormente, avançará para áreas do Centro-Oeste e do Sudeste.

As autoridades recomendam que a população acompanhe os boletins meteorológicos e os alertas da Defesa Civil, já que a trajetória e a intensidade do sistema podem ser ajustadas conforme sua evolução.

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