O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou nesta semana um órgão voltado ao acompanhamento da divulgação de conteúdos falsos e do uso inadequado de inteligência artificial durante as eleições de 2026.
De acordo com a Corte, o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional será formado por especialistas de diferentes áreas, incluindo tecnologia e inteligência artificial, segurança pública, criminalidade organizada e comunicação social.
Os nomes que irão compor o colegiado ainda serão escolhidos pelo próprio TSE. Os integrantes não receberão remuneração pelo trabalho.
Entre as funções previstas para o conselho está o assessoramento ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, em iniciativas relacionadas ao combate à desinformação durante o período eleitoral.
O grupo também deverá acompanhar possíveis usos indevidos de inteligência artificial no ambiente digital, inclusive em contextos relacionados às campanhas eleitorais. Outra atribuição será apresentar sugestões de parcerias entre o tribunal, universidades, empresas e representantes da sociedade civil.
O conselho também poderá contribuir para o desenvolvimento de ações voltadas à educação digital e ao enfrentamento da disseminação de informações falsas.
Segundo o TSE, os integrantes do colegiado ainda serão definidos. As reuniões deverão ocorrer pelo menos uma vez por mês até dezembro.
