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Início Brasil

Veja qual é a ligação de Weverton Rocha com a investigação da fraude no INSS

Por Junior Melo
04/ago/2026
Em Brasil
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

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Familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) são alvo da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (4). A ação busca aprofundar as investigações sobre uma suposta rede de lavagem de dinheiro ligada ao esquema de fraudes em descontos indevidos sobre aposentadorias e pensões do INSS.

Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Maranhão. Entre os alvos da operação também está o advogado Willer Tomaz.

A Operação Sem Desconto teve início para apurar um esquema bilionário de fraudes envolvendo descontos aplicados em benefícios previdenciários e, nesta etapa, concentra esforços na identificação da origem e da movimentação dos recursos investigados.

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Investigação já havia alcançado senador

O nome de Weverton Rocha passou a integrar as investigações em dezembro do ano passado, quando a Polícia Federal realizou uma fase da operação voltada a integrantes da cúpula do Ministério da Previdência, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pessoas apontadas como responsáveis pela estrutura financeira do esquema.

Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca no gabinete político do senador, no Maranhão, e em sua residência, em Brasília.

A Polícia Federal também solicitou a prisão preventiva do parlamentar, mas o pedido foi negado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF, em decisão que acompanhou parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo a decisão, não havia elementos suficientes que demonstrassem, naquele momento, o recebimento direto de recursos ilícitos ou a liderança do senador na suposta organização criminosa.

O que aponta a investigação

Apesar de negar a prisão preventiva, a decisão judicial reproduziu trechos da investigação da Polícia Federal que apontam Weverton Rocha como um possível “sustentáculo político” do grupo investigado.

De acordo com a corporação, o senador teria utilizado sua influência política para favorecer a atuação de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema.

A investigação sustenta que Weverton Rocha atuaria como uma das lideranças políticas ligadas às atividades empresariais e financeiras atribuídas ao lobista.

Entre os elementos reunidos pela Polícia Federal está um arquivo localizado em conversas entre investigados identificado como “Grupo Senador Weverton”.

Os investigadores também levantam a hipótese de que o parlamentar pudesse ser o “beneficiário final” ou um “sócio oculto” de operações financeiras relacionadas ao grupo, por meio de terceiros, incluindo pessoas ligadas ao seu gabinete.

Outro ponto citado pela investigação envolve a utilização, pelo senador, de uma aeronave cujas cotas, segundo a PF, teriam sido adquiridas por Antônio Carlos Camilo Antunes.

Quem é o “Careca do INSS”

Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, é apontado pela Polícia Federal como um dos principais operadores do esquema investigado.

Segundo as apurações, ele seria responsável por articular empresas, operadores financeiros e agentes públicos para viabilizar fraudes envolvendo descontos em benefícios previdenciários.

A investigação também atribui ao grupo a utilização de empresas de fachada, mecanismos de ocultação patrimonial e operações destinadas à lavagem de dinheiro.

Nova etapa da operação

Nesta terça-feira, a Polícia Federal informou que a nova fase da Operação Sem Desconto tem como objetivo aprofundar a apuração sobre movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido estruturadas para esconder a origem e o destino dos recursos investigados.

Segundo a corporação, há indícios da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com dinheiro em espécie para dificultar o rastreamento dos valores.

As investigações seguem em andamento para esclarecer a origem dos recursos, o destino dos repasses e a eventual responsabilidade individual dos investigados.

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