Durante uma sessão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), o desembargador Gamaliel Seme Scaff fez um contundente desabafo sobre o avanço do crime organizado no Brasil e afirmou que o país vive um processo de deterioração da segurança pública.
Na manifestação, o magistrado comparou a situação brasileira ao cenário enfrentado pelo México em algumas regiões e demonstrou preocupação com a expansão territorial das facções criminosas.
“De 20 anos pra cá o país acabou. Quem pode ir embora, vai embora. Nós não temos esperança mais. Está tudo dominado”, declarou.
Crítica ao avanço das facções
Ao comentar casos analisados pela Corte, Scaff citou a atuação do chamado “tribunal do crime”, estrutura utilizada por organizações criminosas para julgar e punir pessoas fora do sistema oficial de Justiça.
Segundo o desembargador, essas organizações passaram a impor regras próprias em determinados territórios, o que, em sua avaliação, demonstra o enfraquecimento da presença do Estado.
O magistrado afirmou que o chamado “tribunal do crime” atua sem qualquer limite ou respeito às normas legais, ampliando o poder das facções em diversas regiões.
Preocupação com a segurança pública
Durante o pronunciamento, o desembargador manifestou preocupação com o crescimento da influência do crime organizado e com os impactos desse cenário sobre as instituições e a população.
As declarações ocorreram durante julgamento da 1ª Câmara Criminal do TJPR e repercutiram nas redes sociais pelo tom crítico adotado pelo magistrado em relação ao avanço da criminalidade no país.