O fenômeno climático El Niño já está oficialmente em andamento e pode se tornar o mais intenso das últimas décadas, segundo previsões da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O aquecimento das águas do Oceano Pacífico pode provocar secas, chuvas extremas e impactos significativos na agricultura e no abastecimento de alimentos em diversos países da América Latina.
Especialistas estimam 63% de probabilidade de que o fenômeno atinja intensidade considerada “muito forte”, com temperaturas da superfície do mar superiores a 2°C na região monitorada do Pacífico.
De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), cerca de 16 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe podem ser afetadas pelo Super El Niño. A expectativa é de redução da produção agrícola, aumento dos preços dos alimentos e maior risco de insegurança alimentar.
No Brasil, meteorologistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) preveem seca no norte e leste da Amazônia, além de chuvas intensas na Região Sul, com possíveis impactos sobre a agricultura e os recursos hídricos.
Outros países também já adotam medidas preventivas. Na América Central, governos elaboram planos para reduzir os prejuízos nas lavouras. No Chile, Colômbia, Peru, Equador, México e Argentina, autoridades reforçaram sistemas de monitoramento, emitiram alertas e orientaram ações para minimizar os efeitos do fenômeno sobre a população, a economia e a infraestrutura.
