O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, tornou permanente a política que permite exigir uma caução de até US$ 20 mil (cerca de R$ 111 mil) de alguns estrangeiros que solicitarem vistos de turismo e negócios.
A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado e publicada no Registro Federal nesta sexta-feira (31). A nova regra entra em vigor em 3 de agosto e será aplicada a cidadãos de aproximadamente 50 países, principalmente da África. O Brasil não está incluído na lista.
A exigência vale para os vistos B-1 e B-2, destinados a viagens de negócios e turismo. Durante a análise do pedido, autoridades consulares poderão determinar depósitos de US$ 10 mil, US$ 15 mil ou US$ 20 mil, conforme a avaliação individual de cada solicitante.
Segundo o governo americano, a caução funciona como uma garantia de que o visitante deixará o país dentro do prazo autorizado pelo visto.
A política amplia um programa-piloto iniciado em 2025, quando os valores variavam entre US$ 5 mil e US$ 15 mil. Na versão definitiva, o menor valor foi retirado e o teto aumentado para US$ 20 mil.
O Departamento de Estado informou que os países afetados serão divulgados com antecedência mínima de 15 dias e que a relação poderá sofrer alterações.
Caso o viajante cumpra todas as regras do visto, deixe os Estados Unidos no prazo determinado e saia por um aeroporto comercial autorizado, o valor da caução será devolvido integralmente, sem correção monetária.