• Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Terra Brasil Notícias
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Conecte-se
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Sem resultado
Veja todos os resultados
Terra Brasil Notícias
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
Início Brasil

ONU alerta que El Niño pode se intensificar e provocar mudanças no clima global

Por Junior Melo
31/jul/2026
Em Brasil, Mundo
Pessoas tiram fotos do primeiro nascer do sol do ano em um parque em Seul, Coreia do Sul, em 1º de janeiro de 2023. — Foto: REUTERS/Kim Hong-Ji

Pessoas tiram fotos do primeiro nascer do sol do ano em um parque em Seul, Coreia do Sul, em 1º de janeiro de 2023. — Foto: REUTERS/Kim Hong-Ji

EnviarEnviarCompartilharCompartilhar

O fenômeno El Niño deve continuar ganhando força nos próximos meses e pode alcançar uma intensidade elevada entre agosto e outubro de 2026. A previsão consta em uma nova atualização divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), órgão da ONU especializado em clima e meteorologia.

Segundo a entidade, grande parte do planeta deve registrar temperaturas acima da média no período. Já os efeitos sobre as chuvas devem variar conforme a região, com algumas áreas apresentando aumento nos volumes de precipitação e outras enfrentando maior risco de seca.

O fenômeno ocorre em um cenário de oceanos com temperaturas excepcionalmente altas e pode coincidir com o desenvolvimento de outro padrão climático no Oceano Índico. De acordo com a OMM, a combinação desses fatores pode elevar a possibilidade de eventos extremos, como estiagens, enchentes e incêndios florestais em determinadas partes do mundo.

Leia Também

Urgente: Itália acaba de fechar fronteiras com a Espanha inclusive marítima

Caso Banco Master: PF detalha relações de Jaques Wagner com executivos ligados a instituição

49 mil migrantes entram em Ceuta em 24 horas, estima governo da Espanha

As projeções analisadas pela organização indicam que a temperatura da superfície do mar em áreas do Oceano Pacífico utilizadas para monitorar o El Niño pode ficar mais de 2,9°C acima da média.

A intensidade do fenômeno é definida principalmente pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial em relação aos valores considerados normais. Quanto maior a elevação da temperatura e quanto mais tempo ela permanece, mais forte é classificado o evento climático.

Apesar disso, a OMM ressalta que os impactos não serão iguais em todos os lugares. As consequências dependem da localização, da época do ano e da interação do El Niño com outros padrões atmosféricos e oceânicos.

Outros oceanos também apresentam aquecimento

Além do fortalecimento do El Niño, a Organização Meteorológica Mundial também prevê a possibilidade de formação de um Dipolo Positivo do Oceano Índico.

Esse fenômeno ocorre quando as águas da região oeste do oceano ficam mais quentes que o normal, enquanto a parte leste registra temperaturas abaixo da média.

A atuação simultânea dos dois fenômenos pode alterar ainda mais os padrões de chuva e temperatura, principalmente em países próximos ao Oceano Índico.

O Atlântico Tropical também deve permanecer com temperaturas acima do padrão histórico durante os próximos meses.

“El Niño é um dos fenômenos climáticos mais acompanhados do mundo. Mas as previsões, por si só, não evitam os perigos; as pessoas evitam”, afirmou Celeste Saulo, secretária-geral da OMM.

Segundo ela, a previsão antecipada do fortalecimento do fenômeno permite que governos e comunidades adotem medidas preventivas antes que os impactos sejam sentidos.

“Este El Niño, que se desenvolve em um cenário de calor oceânico sem precedentes e aumento das temperaturas, oferece aos governos e às comunidades uma oportunidade para antecipar os riscos e agir antes que os impactos ocorram”, declarou.

A OMM informou que está ampliando a cooperação internacional, os serviços de informação climática e os sistemas de alerta antecipado para auxiliar governos, organizações humanitárias e populações em áreas vulneráveis.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o El Niño deve intensificar ainda mais o calor em um planeta que já enfrenta ondas de calor severas, incêndios extremos e recordes de temperatura nos oceanos.

“O El Niño não está apenas à nossa porta. Ele já entrou em casa e está aumentando o calor”, afirmou.

Uma nova atualização mais detalhada sobre a evolução do El Niño e da La Niña deve ser divulgada pela OMM no início de setembro.

O próximo relatório deverá apresentar uma análise mais completa sobre o comportamento do fenômeno e seus possíveis efeitos para os meses seguintes.

O que é o El Niño e por que ele influencia o clima mundial

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial.

O fenômeno faz parte de um ciclo natural do sistema climático, que alterna períodos de aquecimento (El Niño), resfriamento (La Niña) e fases neutras.

Esse aumento da temperatura do oceano interfere na circulação atmosférica e pode modificar os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.

No Brasil, os efeitos costumam ocorrer de maneira diferente entre as regiões. O Sul geralmente registra aumento das chuvas, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos.

O fenômeno também influencia a temperatura média global. Em episódios mais intensos, o El Niño contribui para anos mais quentes, somando seus efeitos ao aquecimento provocado pelas mudanças climáticas.

A intensidade do fenômeno varia em cada ocorrência, assim como seus impactos. Com o planeta atualmente mais aquecido, até eventos considerados moderados podem gerar consequências mais expressivas.

Possíveis impactos do El Niño no Brasil

Historicamente, o El Niño altera o comportamento das chuvas e das temperaturas no território brasileiro. Entre os efeitos mais comuns estão:

  • aumento das chuvas na Região Sul, com maior risco de eventos extremos;
  • redução das precipitações no Norte e em partes do Nordeste;
  • maior irregularidade das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste;
  • aumento da ocorrência de ondas de calor.

Especialistas apontam que um dos principais efeitos esperados é a ampliação dos períodos prolongados de calor, especialmente durante a primavera e o verão.

Mesmo com a alternância entre períodos de La Niña, neutralidade e El Niño, cientistas destacam que o aquecimento global continua sendo o principal fator responsável pelas mudanças observadas no clima.

Com os oceanos apresentando temperaturas acima da média histórica, a expectativa é que os próximos meses continuem marcados por calor intenso em diversas regiões do planeta.

EnviarCompartilharTweet93Compartilhar148
ANTERIOR

49 mil migrantes entram em Ceuta em 24 horas, estima governo da Espanha

PRÓXIMO

Caso Banco Master: PF detalha relações de Jaques Wagner com executivos ligados a instituição

Please login to join discussion
grupo whatsapp

© 2023 Terra Brasil Notícias

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Geral
  • Política
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Policial
  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • Justiça
  • Contato
    • Contato
    • Política Privacidade
    • Termos de Uso
  • Conecte-se