A perda ou redução da visão costuma estar associada a problemas oftalmológicos comuns, como catarata, glaucoma, erros de refração ou doenças da retina. No entanto, em casos mais raros, esse sintoma pode ser um sinal de um aneurisma cerebral, especialmente quando surge de forma repentina ou acompanhado de outros sinais de alerta.
Especialistas explicam que aneurismas localizados próximos ao nervo óptico ou às estruturas responsáveis pela visão podem comprimir esses tecidos e comprometer o funcionamento dos olhos. Embora essa seja uma situação incomum, o diagnóstico precoce é fundamental para preservar a visão e evitar complicações graves, como a ruptura do aneurisma.
O neurocirurgião Feres Chaddad, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), destaca que os aneurismas da artéria oftálmica merecem atenção especial justamente pela proximidade com o nervo óptico.
Segundo o especialista, conforme o aneurisma aumenta de tamanho, ele pode pressionar o nervo, provocando perda progressiva da visão, redução do campo visual e até visão dupla. Caso ocorra o rompimento do aneurisma, o sangramento pode causar piora súbita da visão e colocar a vida do paciente em risco.
“Se o tratamento for realizado antes que o nervo óptico sofra danos graves, as chances de preservar ou até recuperar a visão são bastante favoráveis”, afirma Chaddad.
Além da diminuição da visão, os médicos alertam para outros sintomas que exigem atendimento imediato, como dor intensa atrás dos olhos, áreas escuras no campo de visão, queda da pálpebra, alterações na pupila, visão dupla e uma dor de cabeça extremamente forte associada às alterações visuais.
Embora a maioria dos casos de visão embaçada esteja relacionada a doenças dos próprios olhos, especialistas reforçam que sintomas repentinos ou acompanhados desses sinais de alerta nunca devem ser ignorados, pois podem indicar uma emergência médica que exige diagnóstico e tratamento rápidos.