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Início Política

Crise na aliança de Haddad: PDT ameaça lançar candidatos ao Senado após perder suplências em SP

Por Junior Melo
26/jul/2026
Em Política
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

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O PDT abriu uma crise dentro da aliança liderada pelo PT em São Paulo após afirmar que foi “humilhado” na definição das suplências ao Senado e ameaçar lançar candidaturas próprias para as duas vagas.

O impasse começou após o PSOL indicar o vereador de São Carlos Djalma Nery como primeiro suplente de Marina Silva (Rede). A decisão contrariou a expectativa do PDT, que afirma ter um acordo com os partidos da coligação para ocupar as suplências das candidaturas de Marina e Simone Tebet (PSB).

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que comunicou sua insatisfação aos aliados e questionou a distribuição dos espaços na chapa. Segundo ele, o partido ficou sem representação direta e esperava ser contemplado nas suplências como forma de compensação.

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“Quando saiu a chapa, procurei todos os candidatos e direções partidárias reivindicando ao PDT as suplências. Falei com Haddad, Marina e Simone”, afirmou Lupi.

O dirigente também criticou o fato de PSOL e PT ocuparem espaços importantes na composição. Segundo ele, a federação formada por PSOL e Rede já estaria representada pela candidatura de Marina, enquanto o PT indicou o suplente de Tebet.

“Pelo visto, não querem o PDT na aliança”, declarou.

Apesar da insatisfação, o apoio do PDT à candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo não está ameaçado. A sigla, porém, avalia juridicamente a possibilidade de lançar nomes próprios ao Senado mesmo permanecendo na coligação.

Lupi afirmou ainda que tentou dialogar com lideranças de diferentes partidos antes de tornar pública a insatisfação. Para ele, a exclusão do PDT da disputa pelas suplências representa uma falta de reconhecimento ao tamanho da legenda.

A crise aumenta a tensão dentro da frente de partidos de esquerda e centro-esquerda que tenta construir uma chapa competitiva para as eleições em São Paulo.

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