O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou nesta terça-feira (21) que países estrangeiros enviem observadores para acompanhar as eleições brasileiras previstas para outubro.
A declaração ocorreu durante um encontro realizado em Brasília, promovido pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report.
Segundo Flávio, o pedido não representa uma contestação ao sistema eleitoral brasileiro, mas uma defesa da presença de representantes internacionais para acompanhar o processo.
“Não estou questionando o sistema de eleição brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossa eleição e pessoas que têm conhecimento sobre essa tecnologia”, afirmou o senador.
Durante o discurso, Flávio mencionou um suposto documento da CIA relacionado às eleições da Venezuela em 2010. Ele afirmou que existiriam suspeitas de participação da empresa Smartmatic em uma possível manipulação do processo eleitoral venezuelano e declarou que equipamentos utilizados no Brasil teriam a mesma origem da companhia.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém, já afirmou anteriormente que não existe relação entre as urnas eletrônicas brasileiras e a Smartmatic. Em nota divulgada em 2020, a Corte informou que as urnas e todo o sistema eletrônico de votação foram desenvolvidos e são administrados exclusivamente pela Justiça Eleitoral brasileira.
Durante o evento, o senador também falou sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio afirmou que o pai se tornou inelegível após uma reunião com diplomatas estrangeiros em que apresentou questionamentos sobre a segurança e a transparência do sistema eleitoral.
“Jair Bolsonaro está inelegível após uma reunião com os embaixadores. Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral, e apenas manifestou suas preocupações para que os embaixadores levassem essa preocupação para os seus países”, declarou.