O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou nesta quinta-feira (26/3) a Operação Fisco Paralelo, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo servidores da Secretaria da Fazenda.
O que é a Operação Fisco Paralelo?
A operação cumpre 22 mandados de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos. Entre os alvos estão imóveis de alto padrão, incluindo um condomínio de luxo em Tamboré e endereços no bairro de Moema.
As ações são conduzidas pelo Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (GEDEC), com apoio de outros órgãos. O objetivo principal é reunir provas e aprofundar as investigações sobre possíveis irregularidades fiscais. As informações são do portal g1.
Quem são os principais alvos da investigação?
Segundo o MP, 16 investigados têm ligação direta com a Secretaria da Fazenda (Sefaz-SP), além de uma executiva de uma grande empresa. Os alvos ocupam cargos estratégicos dentro da estrutura fiscal do estado.
As diligências ocorrem em setores considerados essenciais para a fiscalização tributária, o que levanta suspeitas de um esquema com atuação interna organizada e possível influência em decisões relevantes.
Quais órgãos da Fazenda estão sob suspeita?
As investigações apontam que servidores de diferentes áreas da Sefaz podem estar envolvidos no esquema. Esses setores são responsáveis por decisões importantes relacionadas ao controle de tributos. Entre os órgãos citados pelo Ministério Público, destacam-se:
- Delegacia Regional Tributária da Capital II (Lapa)
- Delegacia Regional Tributária da Capital III (Butantã)
- Delegacia Regional Tributária 12 (ABCD)
- Delegacia Regional Tributária 14 (Osasco)
- Diretoria de Fiscalização (DIFIS)
Como funcionava o suposto esquema de corrupção?
Segundo o MP, o grupo investigado atuava na manipulação de processos fiscais ligados ao ICMS, facilitando liberações indevidas de créditos e ressarcimentos. Em troca, haveria pagamento de vantagens ilícitas.
Além disso, há indícios de lavagem de dinheiro, utilizada para ocultar os valores obtidos irregularmente. A suspeita é que o esquema tenha comprometido a lisura de procedimentos fiscais no estado.
Qual a relação com a Operação Ícaro?
A Operação Fisco Paralelo é um desdobramento da Operação Ícaro, realizada em 2025, que investigou desvios envolvendo empresas como Ultrafarma e Fast Shop. Novas provas surgiram a partir daquela apuração.
Com base em dados extraídos de dispositivos apreendidos, o MP identificou indícios de que o esquema era mais amplo. A atual fase busca desarticular a organização criminosa e esclarecer completamente os fatos.