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Início Política

Lulinha levou investigado para viajar em comitiva com Lula

Por Junior Melo
26/mar/2026
Em Política
Investigação da PF sobre mensagens de Lulinha avança e atinge Lula em momento decisivo antes da eleição

Lulinha - Foto: Reprodução/X

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O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, esteve na China com um ex-sócio da Fictor durante viagem oficial do presidente Lula, e o caso ganhou novos desdobramentos após a Operação Fallax da Polícia Federal.

Quem é Lulinha e qual sua ligação com a viagem à China?

Fábio Luís Lula da Silva acompanhou uma comitiva empresarial em visita de Estado à China, em meio à agenda oficial do presidente Lula em Pequim. O grupo incluía empresários de diferentes setores.

Durante a viagem, Lulinha esteve acompanhado de Luiz Phillippe Gomes Rubini, ex-sócio da Fictor, empresa que posteriormente passou a ser citada em investigações da PF. A presença de empresários em missões internacionais é comum e busca ampliar relações comerciais. No entanto, o vínculo entre participantes passou a ser analisado após o avanço das investigações. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e Metrópoles.

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O que aconteceu na Operação Fallax da Polícia Federal?

A Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax com foco em um esquema de fraudes bancárias, lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada. A ação ocorreu na última quarta-feira (25/3).

Entre os alvos de busca e apreensão estão executivos ligados à Fictor, incluindo Rafael Góis, além de Luiz Phillippe Rubini, que viajou com Lulinha à China. As investigações apontam um esquema estruturado para movimentação de valores ilícitos. A operação ainda está em andamento e pode ter novos desdobramentos.

Quais são as suspeitas envolvendo o grupo ligado à Fictor?

Segundo a PF, o grupo investigado teria utilizado empresas de fachada e estruturas financeiras complexas para ocultar a origem de recursos. Há também suspeitas de ligação com organizações criminosas.

As apurações citam possíveis conexões com operadores financeiros ligados ao crime organizado e uso de mecanismos para dificultar o rastreamento do dinheiro. Entre os principais pontos investigados estão:

  • Uso de empresas de fachada para ocultação de recursos
  • Participação de intermediários em esquemas de lavagem de dinheiro
  • Possível conexão com facções criminosas em São Paulo
  • Inserção de dados falsos em sistemas bancários por funcionários de instituições financeiras
  • Conversão de valores ilícitos em bens de luxo e criptomoedas

Esses elementos fazem parte do conjunto de indícios analisados pela Polícia Federal na Operação Fallax.

O que dizem Lulinha e sua defesa sobre as acusações?

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirma que ele nunca teve relação comercial com Luiz Phillippe Rubini e nega qualquer envolvimento com os fatos investigados. Segundo a nota, os contatos citados seriam apenas sociais, sem participação em indicações, contratos ou atividades empresariais ligadas ao investigado.

A Secretaria de Relações Institucionais também informou que não houve indicação de Lulinha para o Conselhão (CDESS), e que as informações atribuídas a ele não procedem. As investigações seguem em curso e ainda não há conclusão judicial sobre o caso, que permanece sob análise da Polícia Federal.

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