Arqueólogos subaquáticos resgataram enormes blocos do lendário Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, revelando a grandiosidade dessa construção histórica.
O que os arqueólogos encontraram nas profundezas do mar?
Durante décadas, especialistas mapearam o leito do porto oriental de Alexandria em busca de vestígios do farol. Recentemente, conseguiram recuperar blocos gigantes de pedra calcária e granito, cada um com peso entre 70 e 80 toneladas.
As peças incluem lajes de pavimento, umbrais estruturais e partes da entrada principal do monumento. Os achados confirmam que apenas fragmentos da obra foram resgatados, descartando rumores sobre navios ou baús inteiros encontrados.
Como o Farol de Alexandria desabou no oceano?
Construído no século III a.C, o Farol atingia entre 100 e 130 metros de altura, guiando embarcações noturnas com precisão. Resistiu a ventos fortes por séculos, mas uma série de terremotos entre os séculos XIII e XIV causou rachaduras irreversíveis.
Os escombros mais pesados rolaram para dentro do mar, permanecendo submersos por quase 1.600 anos. Fragmentos reaproveitados foram utilizados em uma fortaleza do século XV, preservando parte da história em terra firme. Veja os detalhes do desabamento:
Quais técnicas foram usadas para resgatar os blocos?
O levantamento dessas peças gigantes exigiu planejamento preciso e tecnologia de ponta. Cada bloco foi içado com sistemas flutuantes de alta capacidade e amarrações geométricas para evitar inclinações perigosas. O transporte seguro dos artefatos incluiu:
- Planejamento cirúrgico do içamento vertical
- Proteção contra desgaste climático durante a movimentação
- Uso de equipamentos navais de alta capacidade para elevar cada bloco
Essas medidas garantem a preservação completa das relíquias milenares até chegarem aos abrigos terrestres.
Quem coordena a pesquisa e como a modelagem digital ajuda?
O programa de resgate é internacional, reunindo governos e institutos acadêmicos de renome. O Centro Nacional de Pesquisa Científica lidera a modelagem tridimensional dos fragmentos recuperados.
O processo digital cria réplicas precisas de cada detalhe das pedras ainda molhadas, permitindo que os pesquisadores estudem técnicas antigas de construção e amarração. Essas cópias virtuais ajudam a entender o conhecimento avançado da engenharia da época. Veja detalhes desta obra no vídeo divulgado pelo Canal History Brasil, via YouTube:
O Farol poderá ser visto novamente?
Apesar do entusiasmo, especialistas reforçam que não há previsão de reconstrução completa do monumento. O foco atual é preservar preventivamente os fragmentos recuperados.
Muitas peças ainda permanecem submersas, aguardando exploração segura e aprovação orçamentária. A abordagem cuidadosa garante que a sociedade global possa conhecer e estudar a engenharia e história excepcionais do Farol de Alexandria.