Um abaixo-assinado que circula nas redes sociais passou a reunir milhares de assinaturas pedindo a saída da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) da presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. O documento já soma quase 126 mil assinaturas e reacendeu debates sobre a condução do colegiado.
Como o abaixo-assinado questiona presidência de Erika Hilton na Comissão da Mulher?
O manifesto divulgado online reúne críticas à escolha de Erika Hilton para presidir a comissão. As signatárias afirmam que discordam da decisão tomada pela Câmara dos Deputados e pedem a revisão da indicação.
Segundo o documento, o colegiado foi criado para discutir políticas públicas voltadas às mulheres em diferentes áreas da sociedade. Por isso, os autores defendem que a presidência seja ocupada por uma parlamentar com atuação focada na defesa de pautas femininas baseadas na distinção biológica de sexo.
Quantas assinaturas o documento reúne nas redes sociais?
O abaixo-assinado ganhou ampla circulação nas redes sociais e já alcançou quase 126 mil assinaturas. A mobilização tem sido compartilhada por perfis que defendem mudanças no comando da comissão.
Segundo os organizadores, a iniciativa pretende pressionar lideranças partidárias e a presidência da Câmara a reconsiderarem a escolha. O documento afirma que a decisão atual não refletiria as prioridades defendidas pelos signatários.
O manifesto aponta divergência de pautas na presidência da comissão?
Entre os principais argumentos apresentados no texto está o que os autores chamam de “divergência de pautas” em relação ao perfil ideal para liderar o colegiado. Segundo o manifesto, a presidência deveria priorizar temas considerados centrais para a realidade feminina, incluindo:
- saúde da mulher
- combate à violência doméstica
- ampliação da representação política feminina
- condições de trabalho e desigualdade de gênero
O que os autores defendem?
Outro ponto citado no documento é o que os organizadores classificam como “equilíbrio de representação”. Para eles, a liderança da comissão deveria refletir as prioridades da maioria do eleitorado feminino.
O texto também argumenta que já existem no Congresso comissões, frentes parlamentares e outros espaços institucionais voltados ao debate de pautas relacionadas à população LGBTQIA+. Assim, defendem que a comissão permaneça focada nas demandas das mulheres.
Como Erika Hilton reagiu a críticas após assumir presidência?
A eleição de Erika Hilton para o comando da comissão também provocou forte repercussão nas redes sociais. A parlamentar respondeu publicamente a críticas feitas por opositores após assumir o cargo.
Em declarações divulgadas online, a deputada afirmou que adversários podem “espernear” ou “latir”, mas garantiu que continuará exercendo a função. Ela também disse que pretende conduzir debates voltados à defesa dos direitos das mulheres dentro da comissão. Veja a publicação da deputada:
Hoje dei mais um passo na reparação da minha própria história e também na reparação da história de tantas mulheres que tiveram suas dignidades negadas.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) March 12, 2026
Porque não é apenas a questão trans que determina como uma mulher será tratada ou destratada
A raça, a classe, o CEP e tantas… pic.twitter.com/DK05PBqKXy
