O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta segunda-feira (9/3) que assinou o requerimento para a criação da CPI que investigará a atuação dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no Caso Master.
Por que Flávio Bolsonaro só assinou após atingir o mínimo de assinaturas?
Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro condicionou sua assinatura ao anúncio de que o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) havia atingido as 27 assinaturas mínimas para protocolar o pedido. Ele afirmou que irá apresentar um requerimento para aditar a CPI, incluindo a investigação de Fernando Haddad e Galípolo, com fundamentos que serão divulgados em breve.
A estratégia evidencia a cautela política do senador, que buscou garantir que a CPI tivesse legitimidade mínima antes de se comprometer oficialmente. As informações são do portal Metrópoles.
Quem mais assinou o pedido de CPI?
Além de Flávio, o senador Dr. Hiran (PP-RR) também aderiu ao requerimento após o anúncio de Vieira, elevando o total de assinaturas para 29. Essa articulação mostra a mobilização de diferentes partidos em torno da investigação e reforça o caráter político da comissão.
A seguir, veja a lista completa dos senadores que assinaram o pedido de CPI:
- Alessandro Vieira (MDB/SE)
- Astronauta Marcos Pontes (PL/SP)
- Eduardo Girão (NOVO/CE)
- Magno Malta (PL/ES)
- Luis Carlos Heinze (PP/RS)
- Sergio Moro (UNIÃO/PR)
- Esperidião Amin (PP/SC)
- Carlos Portinho (PL/RJ)
- Styvenson Valentim (PSDB/RN)
- Marcio Bittar (PL/AC)
- Plinio Valerio (PSDB/AM)
- Jaime Bagattoli (PL/RO)
- Oriovisto Guimarães (PSDB/PR)
- Damares Alves (REPUBLICANOS/DF)
- Cleitinho (REPUBLICANOS/MG)
- Hamilton Mourão (REPUBLICANOS/RS)
- Vanderlan Cardoso (PSD/GO)
- Jorge Kajuru (PSB/GO)
- Margareth Buzetti (PP/MT)
- Alan Rick (REPUBLICANOS/AC)
- Wilder Morais (PL/GO)
- Izalci Lucas (PL/DF)
- Mara Gabrilli (PSD/SP)
- Marcos do Val (PODEMOS/ES)
- Rogerio Marinho (PL/RN)
- Flávio Arns (PSB/PR)
- Laercio Oliveira (PP/SE)
- Flávio Bolsonaro (PL/RJ)
- Dr. Hiran (PP/RR)
Quais outros nomes Flávio Bolsonaro pretende incluir na CPI?
Flávio Bolsonaro pretende expandir o escopo da investigação para incluir outros envolvidos no episódio, como Fernando Haddad e Galípolo. Embora ainda não tenha detalhado os fundamentos, a intenção é ampliar o alcance político da CPI e engajar um público maior na discussão.
Essa estratégia reforça que a comissão não será apenas sobre ministros do STF, mas pode atingir aliados políticos, aumentando a repercussão na mídia e no Congresso. Veja a publicação de Flávio:
Assinei hoje mais uma CPI para investigar as condutas dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Antes dessa, já havia assinado o pedido de CPI do Banco Master, além de pedidos de impeachment de outros ministros e vou assinar qualquer outro pedido que vise investigar…
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) March 9, 2026
Qual é o contexto político da CPI?
O pedido de CPI surge em um momento de maior exposição de Flávio Bolsonaro como pré-candidato à presidência, aumentando seu protagonismo político. A movimentação também pressiona ministros do STF e figuras da oposição, tornando o tema central de debates no Senado e nas redes sociais.
A articulação demonstra que a CPI tem objetivos claros de visibilidade política, além de investigação, o que deve gerar repercussão intensa nos próximos dias.
Quando a CPI poderá ser instalada?
Com as 29 assinaturas confirmadas, a CPI já ultrapassa o mínimo necessário para ser oficialmente criada pelo Senado. O próximo passo é o protocolo formal do requerimento, que deve ocorrer ainda nesta semana, dando início aos trâmites legais da comissão.
A instalação da CPI permitirá a investigação sobre o Caso Master e a atuação de ministros e outros envolvidos, definindo os próximos movimentos políticos e jurídicos do Senado.