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Onde foi parar o nariz da Grande Esfinge de Gizé e por que está sem até hoje?

Por Larissa Hisashi
07/mar/2026
Em Geral
Onde foi parar o nariz da Grande Esfinge de Gizé e por que está sem até hoje?

Danos na Esfinge de Gizé resultam de ações humanas e fatos históricos

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A imagem mais famosa da Grande Esfinge de Gizé costuma chamar a atenção por um detalhe ausente: o nariz. O monumento, esculpido há cerca de 4.500 anos, mantém o enigmático olhar voltado para o deserto, mas exibe o rosto marcado por essa falta, alimentando lendas, teorias e versões sobre o que realmente aconteceu com a estrutura original.

Por que a Esfinge do Egito está sem nariz?

Hoje, a principal hipótese aceita é que o nariz da Esfinge foi destruído por ação humana, e não por erosão natural. A parte perdida teria cerca de 1 metro de largura e se projetava para frente, tornando-se um alvo vulnerável a impactos e ataques ao longo dos séculos.

As marcas deixadas na pedra sugerem golpes diretos e intencionais, e não apenas desgaste pelo vento e areia. Indícios de uso de ferramentas reforçam a ideia de remoção brusca, o que dialoga com episódios de iconoclastia e conflitos religiosos registrados na região.

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Onde foi parar o nariz da Grande Esfinge de Gizé e por que está sem até hoje?
O nariz da Esfinge sumiu e a história não é o que dizem (Créditos: depositphotos.com / gurgenb)

Quem teria destruído o nariz da Grande Esfinge?

Um dos nomes mais citados é o de Muhammad Sa’im al-Dahr, líder religioso do século XIV, que teria atacado a estátua por considerá-la uma forma de idolatria. Se essa narrativa estiver correta, a destruição do nariz teria ocorrido por volta de 1378, muito antes da presença de tropas europeias no Egito.

Pesquisadores também apontam que o rosto da Esfinge apresenta fissuras gerais, mas a área do nariz mostra sinais de golpes concentrados. Esse padrão é compatível com uma ação deliberada, possivelmente motivada por disputas religiosas ou pela tentativa de “neutralizar” um símbolo considerado pagão.

Napoleão realmente destruiu o nariz da Esfinge?

A versão que culpa as tropas de Napoleão Bonaparte é popular em filmes e anedotas, mas não encontra apoio sólido em evidências históricas. Desenhos e gravuras anteriores à campanha francesa no Egito, no fim do século XVIII, já mostram a Esfinge sem o nariz.

Relatos de cronistas e integrantes da expedição napoleônica não mencionam ataques ao monumento. A associação a Napoleão parece ter surgido depois, como uma narrativa simplificada e dramática, que ignora uma história de danos muito mais longa e complexa.

Com mais de 1,18 mil inscritos, o canal Curiosidade Revelada apresenta teorias populares sobre o nariz da Esfinge:

Quais outras partes da Esfinge de Gizé foram perdidas?

Além do nariz, a Grande Esfinge de Gizé também já teve uma barba cerimonial esculpida em pedra, hoje conhecida apenas por fragmentos preservados em museus. Essas ausências revelam como o monumento foi se transformando entre soterramentos, restaurações e períodos de abandono.

Para entender melhor essas perdas físicas, pesquisadores combinam evidências arqueológicas e históricas, analisando o contexto em que o monumento foi danificado e restaurado.

  • A Esfinge foi talhada diretamente na rocha calcária do planalto de Gizé, no mesmo complexo das pirâmides.
  • Seu corpo de leão tem cerca de 73 metros de comprimento, com rosto possivelmente inspirado em um faraó, como Quéfren.
  • Fragmentos da barba cerimonial estão hoje no Museu Britânico e em museus egípcios.
  • Escavações modernas buscam estabilizar a estrutura e reduzir os efeitos da erosão.

Que mistérios e pesquisas cercam a Esfinge atualmente?

Pesquisas de arqueologia e geofísica sugerem a existência de túneis e possíveis câmaras sob ou ao redor da Esfinge, ainda sem consenso quanto à função e datação. Essas investigações mantêm o monumento no centro de debates sobre túmulos ocultos e espaços rituais desconhecidos.

Para organizar as principais hipóteses sobre o nariz e outros danos, estudiosos comparam fontes antigas, examinam marcas na pedra e analisam o contexto histórico. Assim, o “mistério” deixa de ser apenas curiosidade e se torna uma via de compreensão da relação entre monumentos, crenças, poder e o próprio trabalho da arqueologia.

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